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Na Argentina, CUT escancara retrocessos trabalhistas

Jornada organizada por oposição a Macri aponta riscos de medida brasileira naquele país

Publicado: 11 Setembro, 2017 - 17h33 | Última modificação: 11 Setembro, 2017 - 18h29

Escrito por: Luiz Carvalho

Sindicato dos Bancários da Argentina
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Graça Costa (à direita, embaixo) representou a CUT em debate no parlamento argentino


A Câmara dos Deputados da Argentina promoveu no dia 7 de setembro a “Jornada – Trabalho na América Latina – Diagnóstico e Perspectivas após 100 anos da Constituição do México de 1917”, que contou com a presença da CUT e de representantes de dirigentes sindicais de Uruguai e Cuba.

Representante da Central no encontro organizado pelo bloco de oposição ao governo Maurício Macri, a secretária de Relações do Trabalho, Maria das Graças Costas, apontou os retrocessos que a reforma proposta pelo ilegítimo Michel Temer (PMDB) traz para o país.

A preocupação com o avanço da medida por aqui causa preocupação na Argentina, onde ataques semelhantes aos direitos trabalhistas começam a ser discutidos.

“Mostramos os principais absurdos que esse pacote traz, como a terceirização sem limites, o ataque à justiça do trabalho e à organização sindical. Essa nova roupagem de piora na qualidade do emprego que sempre vem acompanhada com a desculpa de geração de novos postos de trabalho”, explicou.

Segundo Graça, no encontro ficou claro que a onda neoliberal se espalha por todo o continente latino americano, mas nenhuma medida tão radical quanto a Reforma Trabalhista foi implementada em qualquer país.

“O maior ataque de todos é o aplicado por aqui. A Argentina tem ameaças, mas mantém uma legislação mais protetiva. O Uruguai é um dos países mais respeitosos, especialmente na questão da liberdade sindical e do trabalho decente”, define.

Segundo ela, a ideia agora é dar continuidade à jornada, primeiro, com a produção de um conteúdo baseado no seminário e, posteriormente, com debates em toda a América Latina. Além de dirigentes sindicais, o seminário contou com juízes, advogados, professores de Direito e parlamentares.

 

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