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Em Bruxelas, sindicalistas de todo mundo pedem “Lula Livre”

Durante reunião do Comitê Mundial de Mulheres da Confederação Sindical Internacional (CSI), sindicalistas de todos os continentes fazem ato de desagravo contra prisão política de Lula e pedem por sua liberdade

Publicado: 19 Abril, 2018 - 13h40 | Última modificação: 20 Abril, 2018 - 12h54

Escrito por: Érica Aragão

CSI
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Na manhã desta quinta-feira (19), mulheres do movimento sindical de todas as regiões do mundo, num ato de solidariedade ao ex-presidente Lula, pediram por “Lula Livre” durante reunião do Comitê Mundial de Mulheres da Confederação Sindical Internacional (CSI), que ocorre de 18 a 20 de abril, em Bruxelas, na Bélgica.

A presidenta do Comitê Mundial de Mulheres da CSI, a africana de Serra Leoa, Gladys Branche, criticou a prisão política do ex-presidente Lula, condenado sem crimes nem provas, e fez questão de puxar o coro.

Com vários sotaques, mas em uma só ‘língua’, as sindicalistas da Europa, das Américas, da Ásia, da África e do Oriente Médio mandaram o recado de apoio para o ex-presidente: queremos “Lula livre”.

A secretária Nacional da Mulher Trabalhadora e presidenta do Comitê Mundial de Mulheres da Internacional de Serviços Públicos (ISP), Junéia Martins Batista, que acompanha a atividade, conta que “é impressionante a procura por informações corretas dos sindicalistas de outros países sobre o que realmente está acontecendo no Brasil”.

“É unanime o entendimento de que o ex-presidente Lula é inocente e que a real intenção com essa prisão arbitrária e autoritária é tirar Lula das eleições. Todos sabem que, mesmo preso, Lula lidera as intenções de voto em todos os cenários”.

Segundo Junéia, o ato organizado pelas mulheres foi uma maneira de demonstrar o apoio internacional e também desmascarar a imprensa brasileira, que não conta a verdadeira versão sobre a prisão política do ex-presidente Lula, acusado de ser dono de um tríplex no Guarujá que, na verdade, não é seu, como provaram seus advogados.

“Por onde eu andar irei dizer que Lula é inocente e que essa prisão é política. A direita brasileira não consegue vencer do melhor presidente do País nas urnas. Não vão nos calar, pelo contrário, os milhares de Lula estão sendo multiplicados todos os dias pelo mundo afora”, destacou a secretária da CUT.

O encontro

A reunião que está acontecendo em Bruxelas, além proporcionar a troca de informações sobre a pauta das mulheres - como a violência de gênero nos locais de trabalho - entre sindicalistas das cinco regiões do mundo, tem o objetivo de discutir a Conferência Internacional do Trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho), prevista para ocorrer em meados de 2019.