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Educadores do RS se erguem para derrubar pacote desumano do governo Leite

Mais de 1.500 professores e professoras de todo o Rio Grande do Sul lotaram a Praça da Matriz

Publicado: 16 Outubro, 2019 - 16h45

Escrito por: CUT-RS

Reprodução
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Sob chuva e momentos de forte emoção, mais de 1.500 educadores(as) de todo o Rio Grande do Sul lotaram a Praça da Matriz nesta terça-feira (15) e instalaram o Acampamento da Resistência em frente ao Palácio Piratini.

O ato, convocado para marcar o Dia do Professor, transformou-se também no marco inicial de uma nova luta: em defesa da carreira, da previdência e dos direitos dos servidores, duramente atacados pelo pacote de medidas apresentado pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

“Projeto de morte”, “nocivo”, “arrocho histórico”, “inacreditável” foram algumas das expressões utilizadas nas falas públicas sobre a proposta desumana do governo.

Projeto sacana

“Leite quer destruir a carreira do professor, taxar aposentados, punir funcionários de escola, retirar direitos e reduzir ainda mais nosso salário. Quer sacrificar o futuro do estado em nome de um eterno ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ao falar na Praça da Matriz.

“Se o pacote passar, o Rio Grande do Sul vai entrar para história como o estado em que os professores pagaram o próprio piso. É o projeto mais sacana que já vi nos meus 33 anos de magistério. É uma vergonha, uma verdadeira proposta indecente”, asseverou Helenir.

Pela manhã, o ato contou com o reforço de peso dos servidores do Judiciário Estadual, representados pelo Sindjus/RS, em greve há mais de 20 dias.

Acampamento da Resistência

Aos gritos de “do lado de lá está o opressor, do lado de cá está o trabalhador” e balões pretos ao céu simbolizando o luto e a luta, a direção do CPERS instalou oficialmente o Acampamento da Resistência.

O espaço será ocupado até o final do ano por educadores(as) e outras categorias do funcionalismo, com a intenção de cobrar reajuste, salário em dia e a manutenção dos direitos dos trabalhadores todos os dias ao governador. Os 42 núcleos do CPERS irão se revezar na manutenção e condução das atividades do acampamento.

Unidade na luta

No início da tarde, a direção central do CPERS concedeu uma coletiva de imprensa apresentando dados, contestando números do Estado e detalhando o brutal arrocho proposto pelo governo.

Um relatório detalhado foi entregue com os principais contrapontos, como a imposição de reajuste zero por tempo indeterminado, a destruição do Plano de Carreira, o achatamento da progressão, o confisco de recursos de aposentados(as) para a Previdência, a retirada de direitos e os ataques à organização sindical.

A análise foi realizada com base na apresentação conduzida pelo governador na última quarta-feira (9). Apenas na manhã desta terça o CPERS teve acesso ao detalhamento completo. “É tudo isso que alertamos e ainda pior”, resume Helenir. “Podemos dizer seguramente que muitos ficarão sem reajuste por até 10 anos”.

No próximo dia 21, o Conselho Geral do CPERS debaterá as propostas e discutirá eventuais emendas. Em Assembleia Geral, a categoria já decidiu por entrar em greve após os projetos serem protocolados na Assembleia Legislativa.

O CPERS também entregou aos jornalistas uma síntese dos dados obtidos no Levantamento de Necessidades das Escolas, pesquisa realizada pelo departamento de Comunicação do Sindicato.

Na sequência, uma segunda coletiva lançou oficialmente a Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS), uma nova unidade para enfrentar a conjuntura de ataques à sociedade, ao serviço público e aos direitos das categorias nas esferas municipal, estadual e federal.

Compõem a FSP/RS: ADUFRGS, AFAGRO, ASSUFRGS, CEAPE, CPERS, SEMAPI, SIMPE-RS, SINASEFE, SINDICAIXA, SINDJUS/RS, SINDPERS, SINDSEPE/RS, SINPRO/RS, SINTERGS e UGEIRM.

Assista ao vídeo do CPERS