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Educadores de Porto Alegre confirmam greve sanitária a partir de 19 de outubro

Assembleia do Simpa aprovou medida enquanto não houver garantia de proteção da saúde e da vida da comunidade escolar

Publicado: 14 Outubro, 2020 - 12h10 | Última modificação: 14 Outubro, 2020 - 12h14

Escrito por: Redação Brasil de Fato | Porto Alegre

Anselmo Cunha/PMPA
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Os servidores e servidoras da educação municipal de Porto Alegre aprovaram greve sanitária, a partir de segunda-feira (19), contra a retomada das atividades presenciais nas escolas imposta pela gestão Marchezan. A decisão foi chancelada por cerca de 700 pessoas, que participaram de assembleia online do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) realizada nesta terça-feira (13).

Conforme o sindicato, a greve ocorre enquanto não houver condições sanitárias e estruturais adequadas para garantir a proteção da saúde e da vida de estudantes, professores, funcionários e comunidade escolar. O movimento espera que nenhuma escola seja aberta nas atuais condições, a fim de reduzir os riscos de contaminação pela covid-19.

“A greve sanitária é uma greve por condições sanitárias seguras de trabalho”, explica o Simpa. A comunidade escolar tem criticado a falta de diálogo do prefeito Nelson Marchezan Junior (PSDB) na condução do tema. Conforme relatam professores e diretores, as escolas não estão aptas para um retorno seguro, pois têm problemas estruturais como janelas pequenas, pouco espaço de circulação, salas de aula pequenas, entre outros pontos.

Mesmo assim, o retorno das atividades presenciais nas escolas porto-alegrenses já iniciou, de forma escalonada, pela educação infantil, com oferta de refeições em 28 de setembro e aulas no dia 5 de outubro. Nesta terça-feira, retornou a alimentação nos ensinos fundamental, médio e especial da Capital. Já no dia 19, o cronograma da prefeitura prevê o retorno das aulas do ensino fundamental 1, especial e EJA.

Durante a assembleia, a direção relatou algumas das ações mais recentes tomadas pelo sindicato, como a instalação de um grupo de trabalho de análise das condições sanitárias das escolas, na última quinta-feira (8), cuja primeira reunião ocorrerá nesta quarta-feira (14); o envio de lista de checagem das condições das escolas feita com base nas orientações de nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação (Smed) e orientação para a realização de assembleias dos conselhos escolares.

Também foi relatado o pedido de audiência pública sobre o tema, feito pelo Simpa à presidência da Câmara Municipal, para o qual o sindicato ainda não obteve resposta. Além disso, o Simpa tem percorrido os bairros da cidade com um carro de som, alertando à comunidade sobre os riscos que crianças e familiares correm indo para as escolas neste momento. Também foram entregues 58 faixas às escolas, com a mensagem “Escolas fechadas, vidas preservadas”.

Confira os encaminhamentos da assembleia:

– que nenhuma escola abra sem que todas as condições sanitárias sejam atendidas, sejam elas estruturais/físicas, financeiras ou pedagógicas;

– entrega, ao governo Marchezan, de carta de reivindicações estipulando as condições para reabertura, com divulgação para a imprensa;

– realização de um dia de lutas com atos virtuais em 19/10 e coletiva de imprensa;

– realização de reunião do Cores (Conselho de Representantes) e do comando de greve aberto nesta quarta-feira, 14/10, às 17h, de maneira virtual, para organizar as ações do movimento grevista;

– indicativo de nova assembleia no dia 23/10;

– testagem e o rastreamento na rede escolar e debate com os técnicos sobre a melhor metodologia de testagem.