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É hoje a Grande Marcha Nacional em Defesa do Emprego, da Petrobras e do Brasil

Sindicalistas, como o presidente da CUT Nacional, e caravanas de vários estados estão chegando ao Rio para participar do ato em frente a sede da Petrobras

Publicado: 18 Fevereiro, 2020 - 11h08 | Última modificação: 18 Fevereiro, 2020 - 11h14

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Os petroleiros e as petroleiras realizam hoje, a partir das 16h, a Grande Marcha Nacional em Defesa do Emprego, da Petrobras e do Brasil, em frente ao prédio da estatal, onde está instalada a “Vigília Resistência Petroleira”, no Rio de Janeiro. Sindicalistas como o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, e caravanas de trabalhadores e trabalhadoras de vários estados estão chegando ao Rio para participar do ato.

A categoria está em greve desde o último dia 1º reivindicando a suspensão das mil demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Araucária (PR). A Federação Única dos Petroleiros (FUP) também quer que a petroleira abra imediatamente um processo de negociação que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em relação a questões como regimes de turno, jornadas de trabalho, Assistência Médica de Saúde (AMS), bem como o cumprimento das novas regras para o pagamento da PLR.

A paralisação completa 18 dias nesta terça-feira (18) e atinge 121 unidades, incluindo 58 plataformas, 11 refinarias e 24 terminais, e 64% dos efetivos operacionais da Petrobras e subsidiárias em 13 estados.

Nesta segunda-feira (17), o ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), atendeu recurso da petroleira, declarou a greve ilegal e abusiva e a Petrobras a "adotar as medidas administrativas cabíveis" para o fim da paralisação.

A FUP criticou a decisão, afirmou que o movimento grevista é legítimo e legal e que a greve continua. A comissão permanente de negociação da entidade orientou os petroleiros e as petroleiras a manter mantenham a paralisação e aguardar orientações dos sindicatos. "Entendemos que essa decisão é inconstitucional e nossos advogados em todo o Brasil estarão, sim, vendo uma forma de questionar essa decisão monocrática do ministro Ives Gandra", disse por meio de vídeo divulgado nas redes sociais, o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

Deyvid é um dos quatro representantes da comissão de negociação que estão ocupando a sala de reunião do 4º andar do prédio da Petrobras no Rio para pressionar a estatal a sentar na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores.

Decisão semelhante já foi cassada pela seção de dissídios

Ives Gandra concedeu liminar determinando manutenção de 90% do efetivo e fixando multas que podem atingir R$ 500 mil por unidade. Decisão semelhante,  em novembro do ano passado referente a outra greve já havia sido derrubada  pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do Tribunal.

A estratégia da Petrobras foi recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O  presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, ratificou as determinações de Gandra, apesar do julgamento do dissídio da categoria estar marcado para o dia 9 de março.