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Doria volta atrás e plano de vacinação de São Paulo vai ter novas datas  

Estado de São Paulo vai acompanhar o calendário de vacinação do  Ministério da Saúde após acordo com a Pasta. Novas datas serão apresentadas

Publicado: 19 Janeiro, 2021 - 09h43 | Última modificação: 19 Janeiro, 2021 - 10h40

Escrito por: Redação CUT

Governo do estado de SP
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Doria apresenta Coronavac

O desentendimento político entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL),ambos candidatos às eleições presidenciais em 2022, começa a interferir na vacinação da população paulista, mesmo após a demonstração da eficácia da vacina Coronavac produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, empresa chinesa.

Depois de tentar confiscar todas as doses produzidas pelo Butantan, sem sucesso, o Ministério da Saúde, sob o comando do general Eduardo Pazuello, fez um acordo com o governo paulista para que todas as doses disponíveis da Coronavac sejam utilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, o cronograma original de vacinação contra a covid-19 anunciado por Doria para o estado de São Paulo está suspenso e novas datas serão apresentadas.

Com essas mudanças, São Paulo passará a cumprir o Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde e não o cronograma anterior apresentado por Doria, que previa iniciar a vacinação em 25 de janeiro      (aniversário da capital paulista), e aplicar duas doses da Coronavac em nove milhões de pessoas até o fim de março. No calendário de Dória, a imunização seria antecipada para fevereiro somente aos idosos com mais de 75 anos.

O Instituto Butantã deve enviar 8,7 milhões de doses ao SUS ainda em janeiro e, até abril, serão 46 milhões de doses. Por enquanto a produção está parada aguardando a vinda de insumos da China. O Butantan tem capacidade de produzir um milhão de doses diárias do imunizante. A Fundação Fiocruz que produz a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica britânica AstraZeneca no Brasil, também sofre com falta de falta de matéria-prima.

Analistas temem que os atrasos na entrega de insumos para a produção das vacinas no Brasil tenham origem nos ataques do presidente Bolsonaro e seus filhos à China. O presidente chegou a dizer que o vírus da Covid-19 é chinês, e que o Brasil não compraria as doses da Coronavac, tendo inclusive, comemorado a morte de um dos voluntários que tomou a vacina. Mais tarde foi informado que o voluntário cometeu suicídio e que sua morte não tinha nada a ver com os efeitos da Coronavac. Além desse discurso contra o uso da vacina chinesa, o clã Bolsonaro atacou questões políticas e econômicas envolvendo a China, o maior parceiro econômico do Brasil. 

Por enquanto, o governo paulista tem no estado disponíveis 1,37 milhão de doses da coronavac, mas não informou, segundo o jornal O Estado de São Paulo, se haverá unidades da vacina enviadas ao grupo dos mais idosos (mais de 75 anos). Sobre as populações indígenas, afirmou que as prefeituras que quiserem poderão usar as doses recebidas também para imunizar esse grupo. A orientação é que as pessoas não devem buscar postos de saúde para a vacinação.

Cronograma do Ministério da Saúde

O Plano Nacional de Imunização (PNI) do governo federal apresentado em dezembro do ano passado pelo Ministério da Saúde, previa que na primeira fase seriam vacinados os profissionais de saúde, idosos acima de 75 anos, idosos acima de 60 anos que vivessem em asilos (ou instituições similares) e povos tradicionais. Com o número limitado do primeiro lote da Coronavac (seis milhões de unidades), o ministério prevê agora imunizar somente idosos em instituições de longa permanência - grupo que representa 0,5% da população acima de 60 anos no País.

 

 Com informações do O Estado de São Paulo