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Discurso de Bolsonaro na ONU tem 13 minutos de mentiras e informações distorcidas

Presidente disse que no governo dele não tem corrupção, que combate o desmatamento na Amazônia e ampliou  recursos para fiscalização. Bolsonaro também defendeu tratamento precoce para Covid e criticou lock

Publicado: 21 Setembro, 2021 - 12h35 | Última modificação: 21 Setembro, 2021 - 12h42

Escrito por: Redação CUT

reprodução/TV ONU
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O presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) abriu seu discurso na 76ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na manhã desta terça-feira (21) atacando a imprensa e o socialismo.

Foram cerca de 13 minutos de mentiras e informações distorcidas sobre  temas como o combate a corrupção, o desmatamento na Amazônia, e sobre fiscalização do meio ambiente. Bolsonaro disse que o Brasil estaria há "dois anos e meio sem corrupção" e que "os recursos para fiscalização nos órgãos ambientais foram dobrados, e que os resultados já começam a aparecer.” Ele também aproveitou o tempo para insistir em práticas erradas no combate à pandemia do novo coronavírus, com críticas ao lockdown e apoio ao tratamento precoce.

Sobre as mentiras

A CPI da Covid do Senado apura denúncias de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin que envolve vários amigos de Bolsonaro, entre eles o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados. Além disso, seus dois filhos mais velhos, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro e sua ex-mulher Ana Cristina Valle são investigados pelo esquema de  rachadinhas. O filho mais novo, Jair Renan abriu uma empresa com apoio de lobistas e empresários que prestam serviço para o governo federal. Ele e sua mãe alugaram uma mansão em Brasília avaliada em R$ 3,2 milhões. O valor do aluguel é incompatível com os rendimentos dos dois.

Na questão ambiental, em abril, o governo aprovou corte de 24% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente para 2021 em relação ao ano passado. O governo Bolsonaro é marcado pelo desmatamento e por infringir as leis ambientais.

Bolsonaro também mentiu sobre dados de desmatamento na Amazônia em agosto. Ele falou em 32% de redução em relação ao mesmo mês de 2020. Segundo o Imazon, houve aumento de 7%, um recorde desde 2012.

“Nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa quanto a nossa. Nossa agricultura é sustentável e de baixo carbono", afirmou o presidente brasileiro sem qualquer constrangimento.

Sobre os ataques a imprensa e ao socialismo

Bolsonaro disse em seu dsicurso que foi a ONU “mostrar um Brasil diferente do mostrado em jornais". Afirmou que "o Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição" e que isso "é muito" porque "estávamos à beira do socialismo".

"Estatais davam prejuízos de bilhões de dólares e hoje são lucrativas. Nossos bancos eram usados para financiar obras em países comunistas sem garantias", continuou.

'Tratamento precoce' contra a Covid-19

Sobre a pandemia, ele disse que sempre defendeu "combater o vírus e o desemprego com a mesma responsabilidade".

Para o capitão reformado, “as medidas de lockdown deixaram um legado de inflação”, e as pessoas foram "obrigadas a ficar em casa" por prefeitos e governadores.

Ele ainda assumiu que fez o tratamento ineficaz contra a Covid-19, que vem disseminando apesar de ser contestado pela ciência. Segundo o mandatário, é uma forma de “incentivar a autonomia dos médicos na busca pelo tratamento precoce”. 

"Fiz tratamento inicial [contra a Covid]. Nosso governo é contra a vacinação obrigatória", ressaltou.