Dia do Trabalhador em SP
Publicado: 01 Maio, 2007 - 14h46
Escrito por: Mais 500 mil pessoas comemoram o dia do trabalhador em São Paulo
Mais de 500 mil pessoas estão reunidas nas imediações das Avenidas Ipiranga e São João, em São Paulo, para comemorar o 1º de maio. O Ministro do Trabalho, Carlos Lupi; o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT); a ministra do Turismo, Marta Suplicy; o senador Eduardo Suplicy (PT); o prefeito de Guarulhos, Elói Pietá; o presidente estadual do PT, Paulo Frateschi; os deputados federais Vicentinho (PT) e Janete Pietá (PT), o deputado estadual Roberto Felício (PT); Renato Rabelo, presidente do PCdoB; e outras lideranças políticas e parlamentares passaram pelo local e deixaram seu recado.
Segundo Lupi, a união dos trabalhadores é peça fundamental para fortalecer a luta por ampliação de direitos. “A nação só será mais forte se a relação de trabalho for mais harmoniosa e não houverem trabalhadores explorados. O capital nada mais é do que trabalho acumulado. As portas do ministério e o diálogo estão abertos”, disse.
O presidente da CUT nacional, Artur Henrique, enfatizou a necessidade de mobilização dos trabalhadores. “Temos que levar à população a importância da união contra ataques a direitos dos trabalhadores, como a Emenda 3, o PLP 01 (que congela em 1,5% o gasto com servidores públicos) e a reforma da Previdência Social. A CUT vai colocar o povo na rua diante de qualquer possibilidade de flexibilização das relações trabalhistas”.
Artur disse ainda que o objetivo do empresariado é primeiro estabelecer o contrato de Pessoa Jurídica (PJ) para algumas categorias e depois expandir esta forma de emprego para todos os ramos. O presidente também destacou que no próximo dia 23 haverá uma manifestação nacional contra a Emenda 3, diante das sedes da Rede Globo em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O presidente da CUT, Edílson de Paula, salientou a luta por agenda positiva que traga benéficos para a classe trabalhadora. “Queremos manutenção e ampliação dos direitos e não vamos aceitar reformas da previdência e trabalhista. Queremos o crescimento com base no desenvolvimento econômico com distribuição de renda; valorização do trabalho e defesa do meio-ambiente”.
Segundo ele, o país tem que crescer com divisão de renda. “Hoje, 4% da população concentra a maior parte das riquezas do Brasil. Além disso, a Amazônia cada vez mais tem sido atacada. Temos uma riqueza natural muito grande e não podemos vender nossos recursos para as grandes potências capitalistas”, destacou.
Com informações da CUT/SP