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DF: esperança e luta dão o tom do ato em defesa da educação e contra a reforma

10 mil mulheres mulheres indígenas se somaram a estudantes, professores, educadores e outras categorias de trabalhadores para protestar contra a reforma da Previdência e cortes na educação e por mais empregos

Publicado: 13 Agosto, 2019 - 17h15

Escrito por: Vanessa Galassi, da CUT Brasília, e Érica Aragão, da CUT Nacional

Allen Mesa
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Pela quarta vez em um período de quatro meses, milhares de professores, educadores, trabalhadores de diversas categorias e estudantes realizaram uma paralisação e marcha, em Brasília, em defesa da aposentadoria, contra a privatização e os cortes nos investimentos da educação.

Organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), CUT, União Nacional dos Estudantes (UNE) e uma série de outras organizações sindicais e estudantis, o ato deste dia 13 de agosto, realizado em mais de 200 cidades, refletiu a esperança e a disposição de luta de milhões de brasileiros e brasileiras que querem o país feliz de novo.

“Os estudantes têm sido uma força muito grande nesse processo de transformação, assim como a organização e capacidade de mobilização do pessoal da educação”, disse o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, em entrevista para a Rede Brasil Atual.

“Esses grandes movimentos que acontecem nesses dias”, prosseguiu Vagner, “conseguem representar a classe trabalhadora em toda a sua extensão. A unidade é o que nos fortalece".

De acordo com o Secretário-Geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, “este 13 de agosto é apenas uma amostra da nossa disposição de luta. Continuaremos nas ruas pressionando o governo a não retirar direitos”.

Quanto à reforma da Previdência, a luta agora é no Senado. Vamos pressionar os senadores. Vamos dizer que a reforma mantém privilégios dos verdadeiros privilegiados, e acaba com os direitos do povo brasileiro e isso não vamos aceitar”, disse o dirigente.

“Ainda dá tempo de mudar”, disse o dirigente da CNTE, Gabriel Magno, se referindo ao texto da reforma da Previdência que, após aprovado pela Câmara dos Deputados, seguirá para análise do Senado. Ele disse que “a Educação não se calará”, indicando a realização de novos atos.

“Vamos continuar na rua até esse governo entender que Educação é prioridade”, completou a secretária da pasta LGBT da UNE, Denise Soares.

De cima do carro de som, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do partido, disse: “Estamos apenas no começo!. O Brasil está acordando. Todos os setores que lutam por uma bandeira começam a perceber a desgraça do governo Bolsonaro para o Brasil. Na semana passada, veio a Brasília o pessoal da saúde; essa semana temos as mulheres indígenas, as camponesas, as mulheres das florestas e das cidades. Teremos também movimento da cultura do meio ambiente. Isso vai fazer um grande movimento no Brasil. É com o acúmulo de forças que nós vamos conseguir enfrentar esse governo”, dialogou a parlamentar com os manifestantes.

Reforço feminino

Cerca de 10 mil mulheres presentes na 1ª Marcha das Mulheres Indígenas se somaram a estudantes, professores, educadores e outras categorias de trabalhadores na altura do Museu Nacional. Todos caminharam juntos até o Congresso Nacional, onde dezenas de lideranças de ambos os movimentos falaram para a multidão sobre suas reivindicações, suas lutas.

Com a junção das marchas, o público foi majoritariamente feminino. “Hoje é um exemplo de que as mulheres, de novo, saem à frente para derrubar os governos fascistas e de direita”, disse a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional, Junéia Batista.

Já a vice-presidenta da CUT, Carmem Foro, lembrou que as mulheres continuarão como protagonistas nesta quarta-feira (14), quando será realizada a Marcha das Margaridas, com mulheres do campo, da floresta e das águas e também das cidades. “Iremos revolucionar em Brasília nesses dois dias”, afirmou.