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Terceirizados da saúde no DF voltam ao trabalho

Após desrespeito trabalhista, empresa Juiz de Fora promete melhoras

Publicado: 01 Setembro, 2014 - 11h04

Escrito por: CUT-DF

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Trabalhadores terceirizados da empresa Juiz de Fora, que prestam serviços de limpeza e conservação no Hospital de Base de Brasília e na Farmácia do SIA (ligadas à Secretaria de Saúde do DF), suspenderam o movimento de greve e retornaram a seus postos de trabalho nesta sexta-feira (29).

 

A decisão foi tomada após protesto realizado pelos trabalhadores na porta da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, na manhã desta sexta, a fim de exigir que o Governo do Distrito Federal (GDF) tome providências imediatas para que a empresa Juiz de Fora cumpra com suas responsabilidades contratuais e honre com o pagamento dos direitos dos trabalhadores. Houve a promessa de que todos os pagamentos de tíquete alimentação e vale transporte em atraso serão depositados até a próxima terça-feira (2).

 

Ação jurídica

O Sindiserviços-DF, diante do total desrespeito da empresa Juiz de Fora com seus empregados, com a Convenção Coletiva de Trabalho e com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), já agendou audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT) para a próxima segunda-feira (1º ).


Neste encontro o MPT deverá requerer as presenças dos proprietários da Juiz de Fora, dos representantes do GDF – responsável pela contratação da empresa – e Sindicato para ajuizar o compromisso da empresa em cumprir suas obrigações trabalhistas.

 

Promessas não cumpridas

A Juiz de Fora vem fazendo promessas de pagamento dos atrasados desde o dia 21 passado, quando mais de 300 trabalhadores, contratados para a limpeza e conservação no Hospital de Base e na Farmácia do SIA e também nas escolas públicas do DF, paralisaram suas atividades e protestaram na porta da empresa pelo recebimento do auxilio alimentação, atrasos constantes nos vencimentos e direitos trabalhistas que estão sendo desrespeitados desde o final do ano passado.

 

Na ocasião, a empresa se comprometeu em documento a pagar os atrasados, a quitar os dias parados e a rever perseguições, retaliações e punições contra trabalhadores que lutam por direitos. A Juiz de Fora só cumpriu a promessa para os terceirizados das escolas. Sem o pagamento prometido, os terceirizados da saúde seguiram parados até esta sexta.