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Deputados gaúchos repetem traição na aprovação da reforma da Previdência

Novamente, 22 deputados foram favoráveis à proposta de Bolsonaro e traíram os trabalhadores, as trabalhadoras, os aposentados e as pensionistas, enquanto apenas 9 foram contrários à destruição da aposentadoria

Publicado: 07 Agosto, 2019 - 09h27 | Última modificação: 07 Agosto, 2019 - 09h34

Escrito por: Redação CUT-RS

CUT-RS
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Os deputados federais gaúchos repetiram o primeiro turno ao votarem na madrugada desta quarta-feira (7) em segundo turno o texto-base da reforma da Previdência. Novamente, 22 parlamentares foram favoráveis à proposta do governo Bolsonaro e traíram os trabalhadores, as trabalhadoras, os aposentados e as pensionistas, enquanto apenas 9 foram contrários à destruição da aposentadoria.

Na votação geral o texto, que havia recebido 379 votos a favor e 131 contra no primeiro turno, desta vez foi aprovado por um placar de 370 a 124, com uma abstenção. 

Liberação de R$ 3 bilhões para emendas parlamentares

Além de acelerar os trabalhos e quebrar o prazo de cinco sessões entre as votações em primeiro e segundo turno, os debates foram marcados por acusações da oposição de que o governo conseguiu votar a matéria apenas depois de enviar ao Congresso projeto com recursos de cerca de R$ 3 bilhões para liberação de emendas parlamentares que teriam sido prometidas em troca de votos favoráveis.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), o segundo turno da reforma só foi aprovado por conta da liberação desse dinheiro. “Ouvimos deputados aqui confessar o recebimento de recursos de emendas para votar essa PEC. Isso é imoral! O deputado que faz isso está entregando o que não lhe pertence, que é a Previdência da população. Quem faz isso está falindo o Brasil, porque os recursos das aposentadorias movimentam a economia dos munícipios”, protestou.

Segundo o deputado Henrique Fontana (PT-RS), a reforma é injusta e vai apenas aprofundar a desigualdade social e prejudicar a economia brasileira. “(A reforma) não vai gerar empregos, vai precarizar o direito à aposentadoria de pessoas que trabalharam até os 50, 60 anos, e ainda vai reduzir as aposentadorias de quem ganharia R$ 1.200, R$ 1.500 e R$ 2 mil, e que terão com essa reforma cortes de R$ 300, R$ 400 e R$ 600. Isso é injusto! ”, observou.

“Uma emenda parlamentar acaba rapidamente, mas a desgraça na vida dos trabalhadores fica, a desgraça na vida das viúvas fica. Como é que nós podemos defender uma proposta em que as viúvas perdem mais de 40% daquilo a que teriam direito?”, questionou a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

Para o deputado Marcelo Nilo (PSB-BA), essa situação “é o toma lá, dá cá mais vergonhoso da história do Brasil”.

Agora, os deputados votarão os destaques, que no segundo turno não podem acrescentar, apenas retirar pontos do texto. Só a oposição apresentou propostas de mudanças, com o objetivo de retirar maldades que prejudicam a classe trabalhadora.

Votação 2º turnoVotação 2º turno

Confira alguns destaques que serão votados

- PT pretende manter o cálculo atual das aposentadorias pela média dos 80% dos maiores salários de contribuição, em vez da proposta, que determina a média de 100% de todos os salários de contribuição, o que reduzirá o valor do benefício;

- PCdoB pretende excluir dispositivo que permite o pagamento de pensão por morte de valor inferior a um salário mínimo se o beneficiário receber outra renda formal;

- Psol quer manter a regra atual de pagamento do abono do PIS/Pasep para quem recebe até dois salários mínimos. 

- PSB propõe excluir o aumento de pontos (soma da idade e tempo de conjtribuição) exigidos do trabalhador sujeito a agentes nocivos (químicos, biológicos e físicos) na regra de transição.

Concluída a tramitação na Câmara, a matéria segue para análise do Senado, onde também será votada em dois turnos de votação.

Veja como votaram os deputados gaúchos

SIM – a favor da reforma da Previdência

Onyx Lorenzoni (DEM) 
Alceu Moreira (MDB) 
Darcísio Perondi (MDB) 
Giovani Feltes (MDB) 
Márcio Biolchi (MDB) 
Marcel van Hattem (NOVO)
Marlon Santos (PDT)
Giovani Cherini (PL) 
Afonso Hamm (PP)
Jerônimo Goergen (PP)
Pedro Westphalen (PP)
Carlos Gomes (PRB) 
Liziane Bayer (PSB)
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD)
Daniel Trzeciak (PSDB)
Lucas Redecker (PSDB)
Bibo Nunes (PSL) 
Nereu Crispim (PSL) 
Sanderson (PSL) 
Marcelo Moraes (PTB)
Maurício Dziedricki (PTB)
Santini (PTB)

NÃO – contra a reforma da Previdência

Bohn Gass (PT)
Henrique Fontana (PT)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Paulo Pimenta (PT)
Afonso Motta (PDT)
Pompeo de Mattos (PDT) 
Heitor Schuch (PSB)
Fernanda Melchionna (PSOL)

13 de agosto será dia nacional de luta

Na próxima terça-feira (13), a CUT, as centrais sindicais e os movimentos realizarão um dia nacional de luta contra a reforma da Previdência, em defesa da educação pública e por empregos.

Em Porto Alegre, a concentração ocorrerá, às 16h, em frente ao Palácio Piratini. Depois, às 18h, haverá ato na Esquina Democrática, seguido de caminhada até a Faculdade de Educação (Faced) da UFRGS.