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Deputado bolsonarista é vaiado e saca arma de fogo em protesto de moradores, no Pará

Usando camiseta do personagem Justiceiro, matador de bandidos, deputado "Caveira" se exibiu com revólver em punho

Publicado: 08 Outubro, 2021 - 09h42

Escrito por: Catarina Barbosa Brasil de Fato | Belém (PA)

Reprodução
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Circula na internet um vídeo que está gerando revolta da população paraense, envolvendo o deputado estadual Lenildo Sertão, mais conhecido como deputado Caveira (PP/PA). Nas imagens, o deputado é vaiado pela população e, em resposta ao ato, faz "arminha" com as mãos e saca uma arma de fogo da cintura, engatilha, faz pose e guarda-a novamente na cintura, continuando a dar tiros imaginários no ar. 

Tudo isso vestindo sua tradicional camiseta do personagem de quadrinhos Justiceiro, um anti-herói matador de bandidos que se orgulha de não cumprir a lei. Assista ao vídeo.

O caso ocorreu em frente à Câmara Municipal de Concórdia do Pará, no nordeste do estado, e teve a participação de cerca de 300 pessoas, que vaiavam e carregavam faixas e cartazes com os dizeres: "persona non grata" e "Vossa Excelência não é bem-vinda a CDA [Concórdia do Pará]".

O município tem uma população de 34.236 pessoas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A insatisfação da população é em decorrência de promessas feitas e não cumpridas em investimentos para o município.

Eleito para o cargo de deputado estadual do Pará, o delegado da Polícia Civil que achou por bem adotar o nome "Caveira" nas urnas teve 16.325 votos. Antes, era vereador pelo município de São Félix do Xingu (PA), um dos que mais desmata no Brasil.

"Fechado com Bolsonaro"

Eleito com o mote "Zero Corrupção" e aliado fiel de Jair Bolsonaro (sem partido), Caveira mantém em seu WhatsApp uma foto com o presidente em que ambos estão fazendo armas com as mãos.

Brasil de Fato entrou em contato com o deputado pedindo um posicionamento sobre o caso. A reportagem perguntou o que ele estava pensando quando sacou sua arma e a exibiu para quem o vaiava. Questionou também se ele estava arrependido. O parlamentar, porém, nada respondeu.