• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Depois de visitar Lula, Gleisi convoca sociedade para manifestações de agosto

Mês tem agenda intensa, que começa na próxima segunda, com ato em defesa da saúde pública em Brasília e manifestação em São Paulo convocada pela frente Povo Sem Medo: ditadura nunca mais

Publicado: 02 Agosto, 2019 - 09h52 | Última modificação: 02 Agosto, 2019 - 10h12

Escrito por: Redação RBA

Reprodução
notice

O governo Bolsonaro mostra a cada dia que veio para destruir o país e desmontar as conquistas da sociedade, o que coloca desafios para as forças do campo progressista. A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), visitou nesta quinta-feira (1º) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, e ao sair da visita falou das mobilizações que vão crescer diante dos desatinos do governo, com as declarações impróprias do presidente.

“O ex-presidente Lula disse que está firme e preocupado com a situação do país sempre e também sempre dizendo que o que temos no país é uma situação crítica, de destruição do país, que nós temos de enfrentar isso, e compor forças na sociedade”, afirmou a deputada, que fez a visita junto com o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e com o deputado estadual por São Paulo Emídio de Souza.

Gleisi destacou que o mês de agosto será intenso em agenda política e convocou a sociedade para apoiar e participar dessa agenda. “Agora em agosto temos um calendário de mobilizações importantes, que têm a ver com pautas da sociedade e com a pauta do movimento Lula Livre. Não tem como lutar por um Brasil melhor e pela democracia, enquanto tivermos a injustiça com o presidente Lula”, disse. “Em 5 de agosto começamos com um ato pela saúde, em Brasília, em defesa do SUS e dos recursos para a saúde. Será um grande ato no Museu Nacional de Brasília.”

Ela lembrou que será realizado, também na segunda-feira (5), um ato importante em São Paulo, o Ditadura Nunca Mais. O ato é chamado pela Frente Povo Sem Medo, e é de desagravo do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, “e de todos aqueles que tombaram perante a ditadura”, destacou a deputada. “Vamos mostrar para Bolsonaro e essa turma que nós vamos defender a democracia.”

Na próxima quarta-feira (7), será lançado em Brasília um plano de emergência contra a crise. Participam o ex-candidato à Presidência Fernando Haddad, mais as bancadas de oposição, e as lideranças na Câmara e no Senado, Fundação Perseu Abramo e os governadores do partido. “O PT sabe o que fazer, tem proposta para isso, nós discutimos durante a campanha e vamos lançar esse programa”, afirmou Gleisi. “Vamos mostrar qual o caminho temos de seguir para gerar emprego, renda e tirar o povo do sofrimento”, destacou.

No dia 13, será a vez de grandes mobilizações pela educação e contra a “reforma” da Previdência. “É importante que todos estejam nas ruas nesse dia. Esse ato precisa repetir o sucesso que tivemos nas manifestações dos dias 15 e 30 de maio”, afirmou, lembrando a mobilização dos estudantes. “Vamos mostrar que não estamos coniventes, contentes, e queremos mudanças no tratamento das políticas públicas nacionais.”

“No dia 14, teremos um grande ato em Brasília, que é a Marcha das Margaridas. As nossas mulheres trabalhadoras rurais, o movimento sem terra, os agricultores familiares, vão estar em Brasília. Nós estimamos que reuniremos mais de 50 mil pessoas, lutando pelas pautas da agricultura e do povo brasileiro”, afirmou ainda a deputada.

Ela também frisou que até o final de agosto será lançada a Frente Nacional Parlamentar e Popular pela Soberania do Brasil, em um grande ato que faremos com diversas forças políticas. “Não dá pra gente assistir ao Brasil sendo desmontado do jeito que está. As nossas riquezas sendo entregues, Petrobras, Eletrobras, e a Amazônia, do jeito que está sendo feito. E não tem país soberano, se seu povo está sofrendo, se o povo está desempregado, passando fome.”

Juristas em campanha

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia começou uma campanha, lançada hoje, sobre a conduta de Sergio Moro frente aos processos da Operação Lava Jato, em especial sobre o processo do ex-presidente Lula. “E é uma campanha para mostrar o quanto Moro atuou politicamente nesses processos, o quanto a atuação de Moro é criminosa”, disse a parlamentar.

“No dia 19 de agosto, possivelmente, teremos um ato com juristas do Brasil inteiro – já tem 800 juristas que assinaram um manifesto sobre isso para falar sobre a suspeição do Moro. Ele não podia julgar o presidente Lula, e vão pedir por um julgamento justo para Lula.” No fim de agosto, acrescentou, “teremos em Curitiba um grande evento da agroecologia, já tradicional no Paraná, com milhares de pessoas aqui reunidas, e vamos aproveitar para fazer um grande ato pela liberdade do ex-presidente Lula”.