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Depois de seis dias em queda, média móvel mortes por Covid-19 volta a subir

Em 24 horas, o país registrou 12.672 casos da doença e total de infectados chegou a 21.017.736 desde o início da pandemia

Publicado: 15 Setembro, 2021 - 11h57

Escrito por: Redação CUT

Alex Pazuello/Semcom
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Após seis dia em queda, a média móvel de mortes por Covid-19 voltou a subir no Brasil e está acima de 500. Em 24 horas foram registrados  709 óbitos, totalizando 587.847 vidas perdidas desde o início da pandemia.

No início deste ano, a variante Gamma foi responsável pela maioria dos casos de Covid-19 e o país atingiu um pico recorde de 3.125 mortes diárias pela doença no dia 12 de abril. Neste segundo semestre, os casos e mortes voltaram a subir por causa da variante Delta, altamente contagiosa, que já chegou nos 26 estados e no Distrito Federal, sendo predominante em alguns estados.  

Os únicos estados em que a cepa da Índia ainda não tinha sido confirmada eram Acre e Roraima, ambos na Região Norte do país. A informação foi confirmada pela Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo a fundação, que trabalha a partir de dados depositados na plataforma internacional de vigilância genômica Gisaid, a Delta representa 62,4% das amostras sequenciadas no país durante o mês de agosto. Já a Gama, chamada também de P.1, identificada em Manaus, prevalente no Brasil até a chegada da Delta, soma 34,8% dos genomas analisados no período.

O país já tem circulação comunitária da Delta, especialmente no Rio de Janeiro, o primeiro a registrar aumento de casos e internações. Em outros países, a situação é a mesma.

Queda na média móvel

A queda no número de casos e mortes por Covid-19 no Brasil é reflexo da vacinação. Até o momento, 75.579.345 pessoas foram completamente vacinadas, o que corresponde a 35,43% da população. Além disso, 65,29% da população recebeu a primeira dose.

O país registrou 12.672 casos da doença e total de infectados chegou a 21.017.736 desde o início da pandemia. O Acre não registrou mortes ou casos de Covid-19, nesta terça-feira (14).

A média móvel agora é de 520 mortes por dia e 15.165 pessoas infectadas diariamente, uma redução de 19% e 33%, respectivamente, em relação aos dados de duas semanas atrás.

Empresas vão exigir vacinação de trabalhadores e trabalhadoras

Empresas dos Estados Unidos estão exigindo imunização completa dos seus funcionários contra a Covid-19 para o retorno presencial. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, empresas como a Coca-Cola, Uber, Ford, Google, Deloitte, Twitter e Facebook são exemplos de multinacionais que exigem imunização nos EUA.

No Brasil, algumas companhias começaram a adotar essa regra. Uma delas é a Gol que está entre as primeiras a determinar a vacinação como critério para seus trabalhadores e trabalhadoras. O anúncio foi feito em 26 de agosto.

Entre as companhias aéreas, a Azul diz esperar que todo o seu quadro esteja vacinado com a segunda dose ao longo das próximas semanas. Já a LATAM afirma que o processo de segunda dose segue em andamento e que “já percebe um aumento expressivo de colaboradores se vacinando”.

A Febraban, federação que reúne os maiores bancos do país, afirma que o tema é avaliado internamente pelo setor. A entidade destaca que o processo de imunização ainda está em curso, "seguindo o ritmo de vacinação e a dinâmica de cada um dos mais de três mil municípios onde trabalham os bancários".

Nesta terça, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que trabalhadores e trabalhadoras que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19 podem ser demitidos, inclusive com justa causa.

A ministra Maria Cristina Peduzzi afirmou em entrevista ao UOL que não se imunizar mesmo tendo a vacina pode comprometer o bem-estar coletivo, que é mais importante do que o direito individual de escolher tomar ou não a vacina.

Leia mais: Presidenta do TST diz que empresas podem demitir quem recusar a vacina