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CUT-SE participa da Jornada Continental pela Democracia

Entidade foi representada por seu presidente, Rubens Marques.

Publicado: 22 Novembro, 2017 - 17h21 | Última modificação: 22 Novembro, 2017 - 18h58

Escrito por: Iracema Corso/ CUT-SE

CUT-SE
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A Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) participou da Jornada Continental Contra o Neoliberalismo e pela Democracia que aconteceu nos dias 16, 17 e 18 de Novembro, em Montevidéu, Uruguai, representada pelo professor Rubens Marques, presidente da CUT-SE e pela dirigente do Sindomestico/CUT, Quitéria Santos, também militante da Marcha Mundial das Mulheres.

Rubens Marques (o professor Dudu) observou como um dos principais objetivos da Jornada conferir visibilidade aos temas das transnacionais e aos impactos sociais e ambientais provocados no Cone Sul. Dudu elencou os eixos que orientaram os debates: a integração da luta, a luta pela democracia e soberania dos povos, o combate ao poder das transnacionais e a luta contra o livre comércio. O golpe no Brasil, o avanço do fascismo na Argentina, o ataque imperialista com apoio da burguesia local na Venezuela e a resistência heroica dos chavistas-bolivarianos foram outros temas recorrentes.

Entre os expositores que contribuíram com os debates, Dudu destacou o companheiro Beto Almeida, jornalista da Telesur, João Felício (CSI – Confederação Sindical Internacional), Victor Baéz (CSA- Confederação Sindical das Américas), Bia (CUT MG), Nora Cortinas (Madres de Plaza de Mayo), Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, Marcelo Abdala (PIT CNT/ Uruguai – Plenário Intersindical de Trabalhadores- Convenção Nacional de Trabalhadores), além de representantes da Via Campesina e Marcha Mundial de Mulheres. “A Primeira Associação Internacional dos Trabalhadores aconteceu em Londres no ano de 1864, sob a influência de Marx, enquanto isso as nossas organizações internacionais começam agora a resgatar essa ideia”, refletiu.

Sobre o contexto internacional, o professor Dudu avaliou: “Ficou patente que o fascismo avança não só no Brasil, mas no mundo e há países como Venezuela em que essa onda é mais forte do que no resto do planeta. A exploração da classe trabalhadora do campo e da cidade está avançando através da flexibilização e desregulamentação da legislação trabalhista, não só no Brasil. Também ficou claro que a burguesia nos diferentes países não é nacionalista, mas, entreguista como a nossa. Outra preocupação é o meio ambiente que está sendo devastado pelas multinacionais. Há consenso entre os participantes da jornada quanto à necessidade de ter uma comunicação alternativa e eficiente pra não depender da mídia comercial”, resumiu.

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