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CUT-RS e Sindiágua-RS pressionam deputados para que rejeitem privatização da Corsan

Nesta terça-feira (31), será realizado mais um dia de mobilização com assembleia dos funcionários em Porto Alegre

Publicado: 31 Agosto, 2021 - 08h40 | Última modificação: 31 Agosto, 2021 - 08h56

Escrito por: CUT-RS

CUT-RS
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A CUT-RS e o Sindiágua-RS estão pressionando os deputados e as deputadas estaduais para que rejeitem os projetos de lei enviados em regime de urgência pelo governador Eduardo Leite (PSDB), que autorizam a privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e a regionalização do serviço de água e saneamento no Rio Grande do Sul.

Os projetos estão trancando a pauta do plenário da Assembleia Legislativa e estão na ordem do dia desta terça-feira (31).

"A água é um bem público, essencial para a vida e, por isso, é para todos e não pode ser objeto para a especulação por parte dos rentistas que circulam pelo mundo atrás de negócios para aumentar os seus lucros”, afirma o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Mobilização dos trabalhadores da Corsan nesta terça

Nesta terça-feira (31), será realizado mais um dia de mobilização com assembleia dos funcionários em Porto Alegre. A partir das 9 horas, haverá concentração no Largo Glênio Peres, seguida de caminhada e um ato em frente à sede da Corsan, que fica no edifício do Banrisul.

Depois, a marcha continua até a Praça da Matriz, onde às 13h será promovido um ato diante da Assembleia Legislativa, antes do início da sessão plenária, às 14h. No mesmo local, o Comite de Porto Alegre do Plebiscito Popular sobre as privatizações no RS fará uma manifestção chamada de "Mutirão em Defesa da Água Pública", cujas ações virtuais nas redes sociais já começaram com a exibição de vídeos.

Eduardo Leite mentiroso

O governador, que prometeu na campanha eleitoral não privatizar a Corsan e o Banrisul, encaminhou os projetos logo após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 280/19, que retirou a exigência de plebiscito para a venda da Corsan, do Banrisul e da Procergs, impedindo a consulta à população, como determinava a Constituição Estadual desde 2002.

Conforme o Brasil de Fato RS já havia noticiado, o processo de privatização da Corsan pode deixar 250 municípios sem atendimento de saneamento. Também é grave a análise de que apenas 70 municípios serão viáveis economicamente para uma companhia de saneamento privada. Essas cidades são as que possuem consumidores suficientes para suportar uma tarifa adequada que garanta o serviço e mais uma margem de investimento.

Hoje, a Corsan apresenta um lucro líquido em torno de R$ 300 milhões por ano, dos quais cerca de R$ 70 milhões vão para o caixa único do RS todo ano. A empresa pública atende dois terços dos municípios, totalizando 317 cidades. Desses, pouco mais de 20% geram retorno financeiro.

Plebiscito Popular

Frente a esta situação, a CUT-RS, o Sindiágua-RS e os deputados e as deputadas de oposição defendem a Corsan pública, destacam a importância da estatal para a garantia do serviço de saneamento em cidades menores e apoiam a realização do Plebiscito Popular sobre as privatizações no RS.

 

Leia aqui a íntegra da matéria da CUT-RS