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CUT Rio elege nova direção. Sandro Cezar presidirá a entidade até 2023

Prioridade da nova diretoria da CUT Rio é reforçar o diálogo com as bases, defender o serviço público, além de representar trabalhadores com empregos precarizados, que dependem de plataformas como Uber e Ifood

Publicado: 21 Novembro, 2019 - 17h24 | Última modificação: 21 Novembro, 2019 - 17h34

Escrito por: Andre Accarini

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A nova direção da CUT Rio de Janeiro foi eleita durante o Congresso da entidade, realizado no dia 8 de novembro, e Sandro Alex de Oliveira Cezar, atual presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), foi eleito presidente para o mandato de 2019 a 2023.

De acordo com o novo presidente, o principal desafio da CUT-Rio, no próximo período, será reorganizar a atuação da central junto aos sindicatos e reforçar o diálogo com as bases, em sua maioria, do funcionalismo público. “Uma atuação maior da CUT no setor é prioridade”, ressalta o dirigente.

O Congresso da CUT Rio foi interrompido por conta da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no fim da tarde do dia 8 de novembro. Sandro Cezar explica que o cenário para a classe trabalhadora muda por conta de uma maior participação, a partir de agora, de Lula na vida política do país.

“Por conta da decisão do STF [Supremo Tribunal Federal] sobre a prisão em segunda instância, e que deu a Lula o direito de estar em liberdade, nós suspendemos o Congresso. Ele reposiciona a esquerda brasileira no cenário político e a forma de se posicionar é central para o movimento sindical”, explica Sandro Cezar.

O dirigente complementa que Lula é a “principal figura viva da esquerda mundial e, certamente, é detentor de uma capacidade inigualável de diálogo com grande parcela da sociedade, o que vai auxiliar partidos e centrais a chegarem onde até agora era mais difícil”.

A estratégia da CUT Rio, que seria debatida durante o Congresso da entidade, será discutida em uma plenária marcada para o próximo dia 30 e terá como base o protagonismo de Lula para a classe trabalhadora brasileira.

Os principais temas que permearão os debates no dia 30 envolvem os impactos das novas tecnologias sobre o mundo do trabalho e suas consequências para os trabalhadores. Sandro Cezar afirma que as mudanças provocadas por essas tecnologias, que têm como exemplo principal os trabalhadores que dependem de plataformas com Uber, Uber Eats e Ifood, resultam em trabalhos mais precarizados. “Isso nos preocupa e muito”, diz o dirigente.

A nova diretoria deverá também vai discutir propostas para que o estado do Rio de Janeiro saia da crise em se encontra. “Nossa economia é voltada para o setor de petróleo e gás e com a atuação criminosa da lava-jato, vimos ser desmontada a cadeia produtiva do estado e, por isso, vivemos uma grave crise fiscal”, explica o novo presidente da CUT Rio.

A defesa do serviço público e da participação do estado na recuperação econômica do Rio também serão pauta dos debates. De acordo com Sandro Cezar o estado, que passa por recuperação fiscal, não contrata servidores, não reajusta e ainda atrasa salários.

Para o dirigente, é necessário que o governo do Rio de Janeiro reveja a política fiscal de isenções a grandes empresas. “Vamos elaborar propostas para fortalecimento da economia no Rio com indução do estado. Há que se acabar também com as renúncias fiscais a grandes empresas. No passado recente elas foram homéricas e destruíram não só o presente, mas também o futuro do estado, porque não temos recursos para nos manter”, critica Sandro Cezar.

Momento político do Brasil

O novo presidente da CUT ainda afirma que a estratégia da CUT para o próximo período levará em consideração o momento político atual do Brasil, de arrocho, ataque aos direitos e de uma crise econômica que até agora não foi enfrentada de forma eficaz, com geração de renda com empregos e qualidade.

“Se houver empregos com baixa renda, não tem massa salarial no país e a gente não sai da crise”, ele explica

Sandro Cezar lembra que nem a ditadura ousou acabar com direitos trabalhistas e sociais. “Ao contrário, manteve e fortaleceu empresas públicas, aparelhou o Estado. Agora vem um governo de extrema direita para impor um ideário de entregar tudo ao sistema financeiro, prejudicando o povo brasileiro”, ele critica.

Governo Witzel

A nova direção da CUT rio continuará atenta à realidade social do estado, governo por Wilson Witzel (PSC), que tem endurecido a opressão contra os trabalhadores e trabalhadoras.

O maior problema que enfrentamos hoje é a implantação de um programa da direita que quando não tem solução para problemas sociais, utiliza a polícia para enfrentar, e não resolvê-los
- Sandro Cezar


O dirigente relara que  há uma ausência total de políticas públicas voltadas às questões sociais e econômicas no estado e “assusta o alto índice de letalidade, que atinge sempre os mesmos - os pobres e trabalhadores, que a CUT representa”.

Nova diretoria

Presidência

Sandro Alex de Oliveira Cezar (SintSaúde)

 

Vice-Presidência

Maria Eduarda Quiroga Pereira Fernandes (Sinpro-Rio)

 

Secretaria Geral

Ligia Arneiro Teixeira Deslandes (Sitramico)

 

Tesouraria

Keila Machado Faria (Sinttel-Rio)

 

Secretaria de Comunicação

Sergio Magalhães Giannetto (Portuários)

 

Secretaria de Formação

Elisabeth Guastini (Sindenf-RJ)

 

Secretaria de Organização

Carlos de Souza (Seeb-Rio)

 

Secretaria de Mulheres

Marlene Silva de Miranda (Seeb-Rio)

 

Secretaria de Relações Sindicais

Sebastião Paulo de Assis (Construção Civil Volta Redonda)

 

Secretaria de Políticas Sociais

Indalécio Wanderley Silva (Metalúrgicos Rio)

 

Secretaria de Juventude

Leonel Querino da Silva Neto (Radialistas)

 

Secretaria de Combate ao Racismo

Aluizio Firmiano da Silva Junior (Moedeiros)

 

Secretaria de Saúde

Serginho Borges Cordeiro (Petroleiros-NF)

 

Secretaria de Meio Ambiente

Marcelo Rodrigues da Silva (Seeb-Rio)

 

Secretaria Jurídica

Glauciele Avelar da Silva (Metalúrgicos Rio)

 

Secretaria de Cultura

Clarice de Freitas Silva Ávila (Sepe-RJ)

 

Secretaria de Mobilização

Noemi de Andrade (Sintufrj)

 

Executiva

Andréia Matos dos Santos (Sinpaf)

 

DIREÇÃO PLENA

Antonio Barbosa dos Santos (Sintergia)

Cleide Silva Pereira Pinto (Domésticas Nova Iguaçu)

Edison Munhoz Filho (Opç Sindipetro Rio)

Elisabeth Paradela Silva(Fetraf-Seeb-Baixada)

Erica Pardal Lanhas de Moraes (Seeb Niterói)

Jadir Baphtista de Araújo (Metalúrgicos Volta Redonda)

José Antonio Garcia Lima (Sindpd-RJ)

Leonice Tania Pereira (Bancários Rio)

Luciana Vieira Belém (Seeb-Rio)

Luciano Leite Santos (Petroleiros Baixada - Duque de Caxias)

Luiza de Fátima Dantas (SintSaúde)

Marcio Cesário Telles (Correios Rio)

Mariza Pereira Goes de Araújo (Sintufrj)

Oswaldo Cordeiro Teles (Sinpro-Rio)

Rita de Cássia Liberatori (Sintergia)

Solange Ribeiro Viana (Fetraf)

Thiago Sant´anna Martins (Seeb-Rio)

Vladimir Cerveira de Alencar (Sinpro-Rio)