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CUT repudia atos de violência das forças de segurança contra candidatos no PR

CUT Paraná repudia atos de violência das forças de segurança contra candidatos ao parlamento estadual

Publicado: 11 Setembro, 2018 - 09h59 | Última modificação: 11 Setembro, 2018 - 10h06

Escrito por: CUT Paraná

GIBRAN MENDES
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A Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT Paraná) vem a público manifestar seu repúdio aos atos arbitrários de violência ocorridos neste feriado contra candidatos(as) ao legislativo estadual. Edna Dantas e Renato Freitas são as novas vítimas do estado de exceção em vigor no Brasil.

O primeiro fato aconteceu durante o tradicional desfile de 7 de setembro. Edna Dantas, candidata a deputada estadual pelo PT, foi abordada e conduzida até a delegacia sem mais explicações. Ela estava acompanhada de outros dois militantes, conhecidos como Edson DK e Adonai, com materiais de apoio ao ex-presidente Lula, enquanto se deslocavam até um prédio próximo ao desfile.

Já Renato Freitas foi vítima de tiros de bala de borracha pela Guarda Municipal na noite deste domingo (8) quando distribuía seus materiais de campanha na Praça do Gaúcho, no Bairro São Francisco, em Curitiba.

Em ambos os casos não havia a menor necessidade de interferência das forças de segurança do estado, tampouco, do uso de violência. A culpa de ambos era apenas uma: negros e ligados aos movimentos sociais.

É impossível dissociar estes dois fatos da assustadora escalada de violência e repressão contra as forças progressistas. A sede da CUT, bem como a do PT paranaense, foram vítimas de vandalismo em um caso que segue sem solução após mais de dois anos.

 A caravana do ex-presidente Lula, ainda este ano, foi vítima de tiros cujos autores até hoje não foram identificados. O mesmo ocorre com o autor dos tiros contra acampamento Marisa Letícia, em Curitiba, cujo atentado foi registrado por câmeras de segurança.

A CUT Paraná cobra das autoridades o esclarecimento de todos os crimes acima, inclusive os que envolvem as forças de segurança do Estado, para que impunidade, aliada ao crescente nível de intolerância e perseguição contra setores progressistas da sociedade, não elevem ainda mais a violência em um momento em que as instituições parecem funcionar apenas com um objetivo: criminalizar os movimentos sociais e seus apoiadores.

A CUT, em todas as suas esferas, é contra toda e qualquer forma de violência, seja com quem for. Reforçamos que o momento político do País não deve ser pautado pelo reforço da violência e da escalada do facismo, mas sim, pelos debates de ideias e de projetos de nação. A resposta final, como em todo e qualquer regime democrático, será da população com o resultado das urnas.