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CUT repudia agressões a jornalistas e profissionais de saúde do DF e exige apuração

Central também repudia o apoio implícito de Bolsonaro a esses atos ilegais e inconstitucionais, que ameaçam a democracia e exige providências do STF e do Congresso Nacional

Publicado: 04 Maio, 2020 - 15h14 | Última modificação: 04 Maio, 2020 - 15h20

Escrito por: CUT Nacional

Reprodução
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Em nota divulgada nesta segunda-feira (4), a Executiva Nacional da CUT repudia as agressões a jornalistas que cobriam mais um ato ilegal, inconstitucional e antidemocrático neste domingo (3), e aos profissionais da saúde que pediam melhores condições de trabalho para atender a população, na sexta-feira (1/º).

Na nota, a Central manifesta solidariedade aos trabalhadores, exige apuração e punição aos agressores e exige cobra do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) “ações efetivas que impeçam a escalada do autoritarismo que vem sendo promovida” ou estimuladas por Jair Bolsonaro.

“Mais do que notas e declarações protocolares é preciso ação para impedir a volta de uma ditadura no país, como sonha e gostaria o presidente Bolsonaro”, diz trecho da nota que encerra conclamando “todos os movimentos sociais e entidades democráticas da sociedade civil para construir um amplo movimento de defesa da democracia”.

A CUT entende que essa construção “passa necessariamente pela defesa dos direitos sociais e trabalhistas para que o país possa enfrentar o futuro pós-pandemia de forma equilibrada e baseada na justiça social, distribuição de renda e desenvolvimento sustentável. Isso só será possível se derrotarmos e tirarmos esse governo o quanto antes.”

Confira a íntegra da nota:

A Central Única dos Trabalhadores vem a público repudiar e manifestar  indignação contra as covardes agressões cometidas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas, fotógrafos e motoristas dos veículos de imprensa que realizavam seu trabalho de cobertura a mais uma ilegal e inconstitucional manifestação contra a democracia, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), ocorridas neste domingo (3), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Para a CUT, que nasceu das lutas contra a ditadura, pela liberdade de organização e da luta por direitos, pela mais ampla democracia política, social, econômica e pela liberdade de expressão, é inadmissível que trabalhadores, no exercício das suas atividades, sejam agredidos por criminosos travestidos de manifestantes que querem impor ao país a sua visão de mundo por meio da violência física, das mentiras e calúnias propagadas pelas redes sociais.

Esses agressores fazem parte dos mesmos grupos que agrediram os trabalhadores e trabalhadoras da saúde que no dia 1º de Maio protestavam contra as difíceis condições de trabalho a que estão submetidos, sem os equipamentos de proteção adequados para todos, defendiam o isolamento social para proteger a população contra o novo coronavírus (Covid-19) e homenageavam aqueles que morreram tentando salvar vidas.

Manifestamos nossa irrestrita solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras que, em meio à luta contra a Covid-19, exerciam o sagrado direito de protestar e defender a vida e também aos jornalistas, fotógrafos e motoristas que simplesmente estavam desempenhando seu trabalho de informar. Todos eles amparados pela Constituição brasileira. É com base nessa Constituição que exigimos das autoridades constituídas a mais ampla e urgente apuração e punição dos culpados, assim como de todas outras agressões que vêm ocorrendo pelo país.

A CUT, também repudia o apoio implícito do presidente Bolsonaro a esse tipo de manifestação ilegal e inconstitucional, que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Supremo Tribunal Federal, e às suas declarações em tom de ameaça à democracia, e aos poderes constituídos, inclusive com a insinuação da utilização das Forças Armadas para fazer valer a sua vontade.

Sua participação e declarações nessa manifestação ilegal, inconstitucional e investigada pelo judiciário configura crime de responsabilidade previsto na Constituição Federal no artigo 4º inciso II e regulamentado pela lei 1079/50. Novamente a CUT cobra das autoridades constituídas, em especial o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, ações efetivas que impeçam a escalada do autoritarismo que vem sendo promovida pelo presidente. Mais do que notas e declarações protocolares é preciso ação para impedir a volta de uma ditadura no país, como sonha e gostaria o presidente Bolsonaro.

 A CUT continuará mobilizada e na trincheira, defendendo a democracia política, social, econômica, o estado democrático de direito, a liberdade e expressão, de organização, de manifestações de protesto, reivindicativas e de defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do país, maiores vítimas hoje da crise sanitária do país, para reduzir a imensa desigualdade.

Conclamamos a todos os movimentos sociais e entidades democráticas da sociedade civil para construirmos um amplo movimento de defesa da democracia, que passa necessariamente pela defesa dos direitos sociais e trabalhistas para que o país possa enfrentar o futuro pós-pandemia de forma equilibrada e baseada na justiça social, distribuição de renda e desenvolvimento sustentável. Isso só será possível se derrotarmos e tirarmos esse governo o quanto antes.

Fora Bolsonaro, presidente da Morte!

Executiva Nacional da CUT