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CUT rebate ‘vamos tocar a vida’ de Bolsonaro: mortes poderiam ter sido evitadas

No Dia Nacional de Luta e Luto, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, lembra das 100 mil vítimas que o Brasil está prestes a ter para destacar que o impeachment é condição fundamental para salvar vidas

Publicado: 07 Agosto, 2020 - 12h09

Escrito por: RBA

Luiza Castro/Sul21
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Com o Brasil perto de atingir 100 mil mortos pela Covid-19, Jair Bolsonaro aconselhou “tocar a vida e se safar desse problema”, uma tentativa de dar um sentido de “fatalidade” e não falta de comando nacional aos efeitos da pandemia do novo coronavírus no país.

Em sua live desta quinta-feira (6), o presidente declarou que “lamenta todas as mortes. Já está chegando ao número de 100 mil, talvez hoje. Vamos tocar a vida, tocar a vida e se safar desse problema”, pediu. 

A fala chamou a atenção do presidente da CUT, Sérgio Nobre, entidade que, junto com movimentos sociais, é responsável por um dos mais de 40 pedidos de impeachment de Bolsonaro, e que realizada, nesta sexta-feira (7), o Dia Nacional de Luta pela Vida e dos Empregos, organizado com as demais centrais.

Sérgio destaca a importância dos protestos contra a condução do governo em relação à pandemia e à crise econômica. E adverte que a "tragédia que está acontecendo no país não pode ser naturalizada”. 

“Hoje é um dia nacional de protesto e reflexão, e também de chamamento ao povo brasileiro para o país mudar de rumo. Porque essas mortes poderiam sim ter sido evitadas se a gente tivesse um presidente da República à altura do nosso povo”, afirmou o presidente da CUT.

“Se ele no início da pandemia tivesse ouvido e coordenado um processo de isolamento social que era de fundamental importância ter sido realizado. Quanto mais eficiente nós fôssemos no início, mais rápido nós sairíamos dessa pandemia e dessa crise, poupando vidas e empregos. Ele fez o contrário, desdenhou da situação chamando de gripezinha”, recorda, em entrevista a Glauco Faria, do Jornal Brasil Atual.  

Dia Nacional de Luta e Luto

Em homenagem aos brasileiros que perderam a vida em decorrência do novo coronavírus, os presidentes das centrais sindicais participam ao meio-dia de um ato ecumênico, na Praça da Sé, região central da cidade de São Paulo.

A mobilização na capital paulista segue na parte da tarde, às 16h, com um ato dos trabalhadores da saúde e demais categorias. Os manifestantes sairão em passeata do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde Sindsaúde-SP, na rua Teodoro Sampaio, Cerqueira César, de onde caminharão em direção à secretaria estadual de Saúde. O protesto também marca críticas aos prefeitos e governadores que falam na flexibilização das frágeis medidas de isolamento social adotadas no país, como o retorno das aulas presenciais. 

As demais cidades seguem em protestos ao longo do dia, e com paralisação de trabalhadores de diversas categorias. Em defesa da vida e dos empregos, os apoiadores também participam por meio das redes sociais, com o #ForaBolsonaro. As centrais e movimentos propõem o uso de faixas e lenços nas janelas. 

Confira toda a programação, clicando aqui.

#ForaBolsonaro: impeachment é condição de mudança

Na Rádio Brasil Atual, o presidente da CUT reforça que o sentido do Dia Nacional de Luta e Luto é realizar uma reflexão sobre a situação do país. Pensando em alternativas e somando esforços “para colocar o país de novo na rota do crescimento, democracia e  justiça social. E da proteção da vida do nosso povo”. 

“O impeachment de Bolsonaro é condição fundamental para a gente mudar o destino desse país e a vida do povo brasileiro”, garante Sérgio Nobre. 

Confira a entrevista