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Comitê Internacional de Solidariedade a Lula e à Democracia será criado dia 15

 Lançamento oficial será na Tenda da CUT, durante o  Fórum Social Mundial 2018, em Salvador

Publicado: 01 Março, 2018 - 18h15 | Última modificação: 06 Março, 2018 - 19h31

Escrito por: CUT Nacional

Edson Rimonatto/CUT
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A crise institucional, o desrespeito à Constituição brasileira, as constantes perdas dos direitos sociais, trabalhistas e humanos, os ataques à democracia e a perseguição ao ex-presidente Lula vêm chamando a atenção em todo o mundo desde o golpe de Estado de 2016.

Foram identificadas iniciativas sindicais, de partidos políticos, de estudantes, de acadêmicos, juristas, entre outros segmentos da sociedade brasileira e internacional, em defesa da democracia e dos direitos humanos no país. E para unir esses movimentos em prol da democracia brasileira, que começou a ser atacada desde que políticos, como o golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), se uniram à parte da mídia e do Judiciário para usurpar o cargo da presidenta Dilma Rousseff, que está sendo criado o Comitê Internacional de Solidariedade ao Lula e à Democracia no Brasil.

O Comitê, que não terá um local fixo, tem entre seus idealizadores, além da CUT, PT, PC do B e Fundação Perseu Abramo. A coordenação será do ex-ministro Celso Amorim. Seu objetivo maior é criar condições para que as diversas iniciativas de defesa do Brasil e de Lula possam se comunicar e conversar em seus respectivos países.

“Diante da gravidade de restrições e ameaças ao Estado Democrático de Direito no Brasil, assim como em outras épocas de autoritarismo, nós precisamos da solidariedade internacional em defesa do povo brasileiro”, diz Kjeld Jakobsen, secretário executivo do Comitê.

Segundo o Secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, mais de mil acadêmicos no mundo já se posicionaram em defesa do Lula e da democracia e o Comitê pretende ampliar esse leque de apoios e ações.

“Queremos dar condições para que eles dialoguem com seus sindicatos, estudantes e núcleos do PT que atuam fora do país, como em Berlim, Lisboa e Buenos Aires. Estamos ainda conversando com companheiros de Washington, entre outros, para criar Comitês no mundo inteiro”, diz Lisboa.

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O lançamento oficial do Comitê Internacional de Solidariedade ao Lula e à Democracia No Brasil será no dia 15 de março, em Salvador, a partir das 12h, na Tenda da CUT, durante o Fórum Social Mundial 2018. 

Serão convidados para participar personalidades políticas, de movimentos sociais e sindicais, que estarão no Fórum, além das pessoas que já assinaram o Manifesto “Eleição sem Lula é fraude”

Entre as 230 mil pessoas que assinaram o documento a favor de Lula estão personalidades brasileiras e internacionais como o sociólogo português Boaventura Souza e Santos, o ex-presidente do Uruguai José “Pepe” Mujica, a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner; o Nobel da Paz Adolfo Peres Esquivel, o premiado cineasta grego Costa-Gavras, o analista militar dos EUA que divulgou os “Pentagon Papers” Daniel Ellsberg, o ator e ativista de Direitos Humanos Danny Glover, o linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, os cantores e compositores Chico Buarque e Caetano Veloso, e o ator Wagner Moura.

 A estratégia dos organizadores é fortalecer este manifesto, para que ele seja um documento aglutinador de defesa da democracia brasileira e um alerta ao mundo.

“Historicamente, não conheço uma experiência em que um regime autoritário, de retrocesso político, de perseguição política num país tenha sido vencido sem apoio internacional. O que acontece no Brasil não está descolado do restante do mundo. O golpe não é só contra a Dilma e o Lula, é contra os trabalhadores e, serve de modelo para os golpistas do mundo inteiro”, analisa  Antônio Lisboa.

Segundo ele, a continuidade do processo de retrocesso político no Brasil vai contaminar não só a América Latina, mas o mundo. “O Brasil não é um país qualquer. Somos a décima economia do mundo e a solidariedade internacional é um entendimento de que é preciso derrotar o golpe no Brasil para que ele não se estenda para o resto do mundo”, diz o secretário de Relações Internacionais da CUT.

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