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CUT lança cartilha sobre transição justa para abordar crise climática e social

Material didático sobre um modelo de sociedade que combata a crise climática e ambiental e que garanta empregos e direitos foi lançado em Seminário sobre o tema

Publicado: 01 Junho, 2021 - 17h16 | Última modificação: 01 Junho, 2021 - 17h18

Escrito por: Érica Aragão

Reprodução do Youtube
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Com objetivo de difundir o debate entre sindicatos, dirigentes, trabalhadoras e trabalhadores, e fortalecer a luta contra o modelo de produção que explora os mais pobres, destrói o meio ambiente e coloca em risco nosso presente e o futuro de todos, a CUT lançou na última sexta-feira (28) a cartilha “Transição justa: uma proposta sindical para abordar a crise climática e social” durante o “Seminário Diálogos sobre a Transição Justa”.

Com uma linguagem familiar acessível a toda classe trabalhadora, a cartilha foi produzida pelas secretarias do Meio Ambiente e Relações Internacionais da CUT, com apoio do Centro de Transição Justa da Confederação Sindical Internacional (CSI).

Como o aumento da temperatura pode impactar a classe trabalhadora, as metas brasileiras para o Acordo de Paris, as falácias do capital, transição justa e uma breve história de uma invenção sindical e elementos centrais do conceito de transição justa, são alguns dos capítulos da cartilha lançada pela CUT.

“É necessário lutar pela qualificação dos trabalhadores e das trabalhadoras, valorizando e buscando articular as dimensões política, ideológica e técnica do conhecimento, superando assim a separação histórica entre a ação de executar e a ação de pensar. A qualificação profissional baseada em matrizes energéticas limpas deve contemplar o conceito de transição justa em sua maior amplitude, ou seja, considerar as demandas da classe trabalhadora no modelo de produção”, diz trecho da apresentação da cartilha.

Para o secretário de Meio Ambiente da CUT Brasil, Daniel Gaio, “a cartilha mostra como esse debate da transição justa avança e é transversal em várias outras lutas, que demandam uma transformação sistêmica do modelo de desenvolvimento. O material também traz possibilidades para incitar a estratégia e a ação concreta dos sindicatos, a partir de suas próprias experiências”.

Sobre a cartilha

“A cartilha Transição justa: uma proposta sindical para abordar a crise climática e social” surge em um momento no qual a classe trabalhadora se encontra diante do desafio de conter o avanço desenfreado da destruição do meio ambiente e da crise climática, ao mesmo tempo em que defende a democracia e os seus direitos contra os ataques do capital e da extrema direita.

“Este material é resultado de um esforço da executiva nacional da CUT para melhor preparar dirigentes e militantes CUTistas para incidirem sobre um tema muitíssimo importante e urgente, que é a transição justa do atual modelo de desenvolvimento para um modelo sustentável, garantindo plenos direitos aos trabalhadores e trabalhadoras”, disse o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa.

O evento de lançamento da cartilha também contou com a presença das diretoras da CUT, a secretária-geral, Carmen Foro, e a secretária de Formação, Rosane Bertotti, e ambas destacaram a importância do tema para a luta que o movimento sindical trava no Brasil.

Sobre o “Seminário Diálogos sobre a Transição Justa”

O “Seminário Diálogos sobre Transição Justa” buscou promover o debate da transição justa entre diversos setores da sociedade, considerando o contexto das mudanças climáticas e seus impactos para a classe trabalhadora e o meio ambiente e contou com representantes do Estado, da classe trabalhadora, do setor empresarial da área de energia, e de pesquisadores.

Durante a atividade também foi destacado como surgiu esse debate dentro do movimento sindical e como a bandeira da transição justa foi se fortalecendo e ampliando para além do mundo do trabalho.

Para Daniel Gaio, “o seminário foi uma excelente oportunidade de concentrar num espaço diversos atores que consideramos chave para avançar no debate da transição justa e ainda poder discutir um caso específico como o do Rio Grande do Norte onde tivemos uma experiência de pesquisa importante que nos orienta para o próximo período.”

Samantha Smith, do Centro de Transição Justa (CTJ) da CSI, destacou a felicidade de poder cooperar para realização da cartilha e reafirmou a disposição do CTJ de seguir essa parceria tão importante para contribuir com a formação da classe trabalhadora neste tema tão fundamental para garantir a vida no planeta terra.

O secretário-adjunto de Relações Internacionais, Quintino Severo, disse que “o seminário foi extremamente importante, pois trouxe um conjunto de informações e alertas que será muito útil para o processo de transição justa aqui no Brasil”.

O seminário está disponível no Youtube da CUT e a cartilha você pode acessar no site da CUT.