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CUT-DF lembra que tentar normalizar a crise que assola o país é criminoso

Dezenas de faixas foram colocadas em pontos estratégicos da capital federal denunciando as consequências da política genocida de Bolsonaro em relação a pandemia do novo coronavírus

Publicado: 07 Agosto, 2020 - 14h01

Escrito por: CUT-DF

Deva Garcia
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Dezenas de faixas com frases denunciando as consequências da política genocida do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), seguida pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foram exibidas nas vias que dão acesso à Rodoviária do Plano Piloto neste dia 7 de agosto, Dia Nacional de Luta pela Vida e por Empregos, na semana em que o Brasil atinge os 100 mil mortos por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.
 
A situação no Distrito Federal é crítica.  De acordo com o Centro de Liderança Pública (CLP), o DF lidera o ranking nacional do pior desempenho no combate à pandemia. Na capital federal, a estimativa é de que haja um crescimento de 77,5% no número de mortes até o dia 27 de agosto.
 
Até 12h dessa quinta-feira (6), o Distrito Federal registrava 1.572 mortes causadas pela Covid-19. O motivo desse aumento descompensado de casos de infecção e mortes pelo novo coronavírus é a política de reabertura geral do comércio e banalização da vida e da doença que já matou quase 100 mil brasileiros e brasileiras.

"Passamos por uma grave crise sanitária, econômica e política. E essa crise só tende a piorar com o governo Bolsonaro, que se exime de aplicar políticas públicas, menospreza os impactos do novo coronavírus, faz pouco das milhares de mortes que vêm acontecendo em número crescente", afirma o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

"Ao mesmo tempo", segue o dirigente, "ele e sua equipe tentam acelerar projetos que aprofundam ainda mais o cenário de desemprego e miséria em todo país. E Ibaneis vem cumprindo fielmente a cartilha Bolsonarista, deixando a população do DF a própria sorte. Não existe novo normal. Tentar normalizar esse cenário é criminoso, é cruel”. 

Segundo Rodrigo Rodrigues, a CUT, em todos os estados, vem fortalecendo suas ações e pedindo que o povo brasileiro se some à luta em defesa da vida, dos direitos, do emprego e da democracia.

“O governo federal e o governo do DF usam a pandemia para avançar em projetos antipovo, que retiram direitos, que entregam nossas estatais para o capital privado, que reduzem o Estado. Estamos nos reinventando a cada dia para barrarmos de uma vez por todas essas ações genocidas, que só serão interrompidas com a saída de Bolsonaro”, diz.

Brasil afora

Além de ações como a da CUT-DF, outros estados realizam paralisações de 100 minutos nos locais de trabalho como protesto pelas quase 100 mil mortes causadas pela Covid-19.

Em matéria publicada em seu site, o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, afirma que “não podemos ver 100 mil mortos como um número frio, mas como uma tragédia”.

“Nós alertamos no início da pandemia, em março, que se o governo federal não abraçasse a e coordenasse uma política e um processo de isolamento social para que pudéssemos sair rapidamente dessa crise, preservando vidas e empregos, o país vivenciaria uma enorme tragédia”, diz o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre.

O dia 7 de agosto faz parte da campanha Fora Bolsonaro, composta por diversas organizações dos movimentos sociais e sindical. Saiba mais Campanha Fora Bolsonaro. 

Fonte: CUT-DF