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CUT apoia educadores do Paraná e repudia governo do Ratinho Jr.

Central afirma em nota, que categoria luta contra processo de precarização na educação do estado e professores e professoras estão em greve de fome

Publicado: 20 Novembro, 2020 - 18h31 | Última modificação: 20 Novembro, 2020 - 19h02

Escrito por: Direção Executiva Nacional

Divulgação
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EM APOIO A LUTA DOS EDUCADORES DO PARANÁ E REPÚDIO AO GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ

A Central Única dos Trabalhadores - CUT, por deliberação de sua Direção Executiva Nacional, vem a público manifestar seu apoio a luta dos trabalhadores da educação do estado do Paraná e repudiar a intransigência e insensibilidade do governador Ratinho Jr. (PSD) e do Secretário de Educação Renato Feder.

A categoria, representada pela APP-Sindicato, está mobilizada e realizou diversas manifestações ao longo desta semana, tanto no Palácio do Governo, quanto na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), para reivindicar a revogação do edital 47/2020 para contratação de professoras e professores temporários, por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSSs).

Registramos a solidariedade da CUT e de suas entidades filiadas aos trabalhadores e trabalhadoras, que iniciaram nesta quinta-feira (19) uma greve de fome e uma vigília em frente ao Palácio Iguaçu, cobrando a abertura de negociações efetivas com o governo do estado.

Não há justificativa, além de crueldade e irresponsabilidade do governo, para o gasto de mais de R$3,5 milhões sem licitação, a cobrança de taxas e a aglomeração para a inédita realização de uma prova que poderá gerar a reunião de até 90 mil pessoas, justamente no momento em que a contaminação pelo covid-19 volta a crescer no estado.

Desmonte da educação e trabalho precário

Atualmente mais de 20 mil professores e professoras da rede pública estadual trabalham pelo regime previsto no Processo Seletivo Simplificado (PSS). Esse tipo de contrato, além pagar baixos salário e ter validade de apenas um ano, não garante carreira e permite que o profissional seja demitido a qualquer momento.

 A legislação prevê essa forma de contratação para “atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”, mas a prática tem sido recorrente desde 2005 e para preencher o déficit de professores e professoras provocado pela falta de contratação através de concurso público.

A categoria não têm medo de prova. Eles querem prestar prova para um verdadeiro concurso público que acabe com déficit de pessoal, com o trabalho precário e com a sobrecarga do conjunto dos profissionais da escola pública do Paraná.

O edital ainda deixa de prever as regras atuais, que garantem a preferência na contratação de educadores e educadoras índios para atuação nas escolas indígenas, coloca em risco a língua, a cultura e as tradições desses povos.

Além da revogação do edital n. 47/2020, as educadores e os educadores reivindicam a realização de concurso público, o cancelamento do processo de terceirização de funcionários (as) de escola, a prorrogação dos contratos desses (as) profissionais contratados(as) pelo regime PSS, pagamento do salário mínimo regional e das promoções e progressões.

O categoria cobra também o debate a respeito das ilegalidades no processo de consulta para implantação de escolas cívico-militares em colégios com aulas no período noturno. A lei não permite que essas instituições sejam selecionadas para o programa de militarização, mas como o governo não respeitou essa regra, cerca de 400 turmas poderão ser fechadas.

Direção Executiva Nacional