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Curitiba tem recorde de internação de crianças e de mortes de faxineiros e porteiros

22 crianças foram internadas nesta segunda, maior número desde o início da pandemia e mortes de faxineiros, cobradores, porteiros e vigilantes subiram até 533%

Publicado: 10 Junho, 2021 - 08h30 | Última modificação: 10 Junho, 2021 - 08h40

Escrito por: Redação CUT

Lucas Silva/Secom
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A piora da pandemia do novo coronavírus na capital paranaense atinge mais crianças e adolescentes, que estão precisando ser internadas, inclusive em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e trabalhadores de funções como faxineiros, cobradores, porteiros e vigilantes que estão morrendo mais por complicações causadas pela Covid-19.

O maior hospital pediátrico de Curitiba, o Pequeno Príncipe, registrou o maior pico de internações de crianças e adolescentes desde o início da pandemia. Nesta segunda-feira (7), foram 22 internações por Covid-19, 7 delas na UTI, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. É o maior número desde o início da pandemia.

O aumento das hospitalizações e mortes em crianças em Curitiba reflete o crescimento da doença em todas as faixas etárias, diz o jornal. O município já registrou mais de 218.800 diagnósticos e mais de 5.500 mortes por Covid-19.

Já o total de mortes de trabalhadores de algumas categorias profissionais da capital paranaense mais que dobrou. Entre as quatro profissões com mais mortes estão faxineiros, cobradores de transporte coletivo, vigilantes e porteiros, o aumento foi de 533%, segundo o site Bem Paraná.

Os profissionais da limpeza foram os mais atingidos pela forma mais grave do vírus. Este ano, foram registrados 24 óbitos em Curitiba, o dobro em relação ao total de 2020.

Os vigilantes aparecem na terceira posição, com 18 óbitos entre janeiro e março de 2021 ante quatro registros em 2020. Um crescimento de 350%.

Na quarta posição, os porteiros de edifícios, com 17 óbitos, nove a mais do que no primeiro trimestre do ano passado, um crescimento de 112,5%.

Já os trabalhadores caminhoneiros registram 15 óbitos, um crescimento de 400% na comparação com os primeiros meses do ano anterior.

Mortes de trabalhadores

Seguindo a tendência de Curitiba, o estado do Paraná também teve um expressivo aumento de casos da doença.

Curitiba registrou no começo de 2021 um verdadeiro salto na quantidade de contratos de trabalho encerrados por morte do trabalhador.

Nos três primeiros meses de 2021 foram encerrados 1.854 contratos de trabalho por morte do trabalhador, ao passo que no mesmo período de 2020 haviam 922 registros - o que aponta para um aumento de 101,08%.

Desde o começo do ano, inclusive, o número de vínculos empregatícios encerrados por conta de óbito do trabalhador permanece em nível elevado. Em 2020, por exemplo, o mês com mais desligamentos por morte foi agosto, com 429.

Em 2021, foram 471 registros em janeiro e outros 461 em fevereiro. Já em março foram 922 registros, curiosamente o mesmo número de desligamentos por morte verificado ao longo de todo o primeiro trimestre de 2020.