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CSI lança ação solidária para ajudar trabalhadores de Mianmar

A Confederação criou um Fundo de Greve para ajudar os trabalhadores de Mianmar e suas famílias que estão arriscando suas vidas e meios de subsistência para lutar contra regime militar 

Publicado: 15 Setembro, 2021 - 12h04 | Última modificação: 15 Setembro, 2021 - 12h14

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A Confederação Sindical Internacional (CSI), a qual a CUT é filiada, está liderando uma ação solidária em todo o mundo para ajudar os trabalhadores e as trabalhadoras de Mianmar a sobreviver enquanto lutam bravamente contra a junta militar que busca se manter no poder espalhando terror, violência e ataques brutais aos direitos da população.

E nesta quarta-feira (15), Dia de Ação dos Sindicatos Globais por Mianmar, a CUT e seus sindicatos estão engajados na campanha para enviar contribuições ao Fundo de Greve criado pelo movimento sindical internacional para ajudar os sindicatos de Mianmar, que estão sofrendo retaliações da junta militar, com prisões, invasões nas sedes das entidades e até nas casas dos sindicalistas.

A data também está sendo destacada nas redes sociais de sindicalistas, como o perfil do secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, que publicou uma foto segurando um cartaz onde está escrito: "Total: Pare de financiar a Ditadura Militar de Mianmar! #Workers4Myanmar" e #TrabalhadoresPorMyanmar".

ReproduçãoReprodução“Os trabalhadores de Mianmar e suas famílias estão arriscando seus meios de subsistência, vidas e casas para resistir ao regime militar. Nossa solidariedade é essencial”, diz nota da CSI que ressalta a importância das doações.

As contribuições para o fundo, afirma a CSI, serão distribuídas entre os trabalhadores e famílias que perderam emprego por causa da greve ou outras retaliações a ações de protesto.

Os recursos serão usados para atender as necessidades mais urgentes dos trabalhadores, como alimentação, acomodação e atendimento médico.

Para doar acesse aqui o site da CSI 

Entenda o que está acontecendo no país:

Em 1º de fevereiro de 2021, na véspera da sessão inaugural do novo Parlamento, o exército de Mianmar encenou um golpe, prendendo o presidente Win Myint, a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi e mais de cem deputados eleitos da Liga Nacional pela Democracia (NLD), que obteve uma vitória esmagadora nas eleições realizadas em novembro de 2020.

Em poucos dias, os trabalhadores entraram em greve em todo o país. A Confederação de Sindicatos de Mianmar (CTUM), central sindical filiada à CSI, vem coordenando os movimentos em defesa da democracia.

Os sindicalistas pediram ajuda à comunidade internacional porque estão sendo vitimados pela  junta militar em Mianmar, que em sua busca para manter o poder, mata até crianças, prende milhates de pessoas e persegur sindicalsitas.

  • 769 pessoas, incluindo crianças, foram mortas pelo exército, que usou munição real atirando contra multidões, edifícios públicos e residenciais.
  • 4.737 pessoas foram presas, com registros de tortura e agressões sexuais.
  • 20 líderes sindicais foram presos e mandados de prisão emitidos contra pelo menos 75 outros, com o código penal agora sendo aplicado contra os sindicatos.
  • Os escritórios dos sindicatos foram invadidos e os militares revistaram as casas dos sindicalistas.
  • Centenas de famílias de trabalhadores ferroviários foram expulsos de residências públicas por sua participação em greves e protestos no final de abril, quando praticamente todos os 20.000 funcionários da Myanmar Railways entraram em greve.
  • Os trabalhadores que não retornam ao trabalho são demitidos sem indenização.
  • O regime militar também impôs toques de recolher estritos, vigilância tecnológica e cortes regulares nas linhas telefônicas e na Internet.