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CPI da Covid-19 ouve depoimentos de familiares de vítimas da doença

O primeiro depoimento é o da enfermeira Mayra Pires Lima, que contraiu Covid-19 duas vezes, perdeu uma irmã para a doença e cuida dos sobrinhos que ficaram orfãos

Publicado: 18 Outubro, 2021 - 11h31 | Última modificação: 18 Outubro, 2021 - 11h54

Escrito por: Redação CUT

Pedro França / Agência Senado
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A CPI da Covid do Senado está ouvindo nesta segunda-feira (18) representantes das famílias que perderam parentes em consequência de complicações causadas pela Covid-19.

O primeiro depoimento é o da enfermeira Mayra Pires Lima, que contraiu Covid-19 duas vezes, perdeu uma irmã para a doença e cuida dos sobrinhos que ficaram orfãos.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), adiou em um dia a leitura do relatório final do colegiado. Prevista inicialmente para ocorrer nesta terça-feira (19), a leitura será feita na quarta-feira (20).

Já a votação do relatório, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), está marcada para a terça-feira (26). A decisão pelo adiamento foi do presidente da comissão.

Vítimas

Segundo Randolfe Rodrigues, a presença das vítimas da pandemia é “uma forma de se dar voz a milhares de outras famílias brasileiras que foram dilaceradas pela Covid-19”.

Conforme proposto pelo requerimento do parlamentar, os convidados representam as cinco regiões do país:

* Norte: Mayra Pires Lima, enfermeira de Manaus. Perdeu a irmã, que deixou quatro filhos, por conta do colapso no fornecimento de cilindros de oxigênio em Manaus, no início deste ano;

* Nordeste: Geovana Dulce, jovem de 19 anos. Perdeu a mãe e terá a guarda da irmã de 10 anos, sendo a nova chefe da família;

* Sudeste: Kátia Shirlene Castilho dos Santos. Perdeu pai e mãe. Ela acompanhou a mãe em sua internação na Prevent Senior, em São Paulo, e o tratamento com base no “kit covid”;

* Sul: Rosane Brandão. Perdeu o marido, que era professor da Universidade Federal de Pelotas;

* Centro-Oeste: Jarquivaldo Bites Leite. Em tratamento com graves sequelas. Por impedimento médico de viajar de avião, virá de carro com acompanhante.

Segundo Randolfe, além destes convidados, devem estar presentes ainda um representante da ONG Rio de Paz e o taxista Marcio Antônio do Nascimento Silva, que perdeu o filho para a covid-19. Em abril de 2020, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Silva recolocou as cruzes que lembravam as vítimas da doença, numa manifestação simbólica pelo combate à pandemia.

Com informações da Agência Senado e Agência Brasil