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Covid: Estudo mostra que mais de um terço dos infectados têm sintoma 6 meses depois

Apesar da gravidadade da doença, taxa de atraso da vacinação no Brasil ainda é de 11%, segundo a Fiocruz

Publicado: 30 Setembro, 2021 - 12h18

Escrito por: Redação CUT

Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Vários estudos já evidenciaram que a Covid-19 não é apenas uma “gripezinha” como afirmou o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL). Estudo da Universidade de Oxford e do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde do Reino Unido (NIHR) mostra que mais de um terço dos infectados têm sintoma 6 meses depois.

Apesar da gravidade da doença, a taxa de atraso na aplicação da segunda dose das vacinas contra a Covid-19 no Brasil é de 11%, segundo levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

De acordo com o estudo feito por pesquisadores do  Reino Unido, pelo menos um sintoma de longo prazo foi encontrado em 37% dos pacientes que se contaminaram com o novo coronavírus.

Os sintomas mais comuns detectados na pesquisa são problemas respiratórios, fadiga, dor e ansiedade. Os sintomas foram ligeiramente mais comuns entre as mulheres, segundo a Universidade de Oxford que investigou mais de 270 mil pessoas em recuperação da Covid-19. Veja mais dados sobre a pesquisa no final do texto.

Fiocruz aponta atraso na segunda dose da vacina

A Fundação Oswaldo Cruz lançou nesta quinta (29) o primeiro Boletim VigiVac, que acompanha o cumprimento do esquema vacinal proposto contra a Covid-19. O estudo verifica a efetividade das vacinas utilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) no paísl.

Os primeiros resultados, feitos com base nos dados lançados até o dia 15 de setembro, mostram que a taxa de atraso nacional para todas as vacinas é de 11%, sendo de 15% para a Astrazeneca, 33% para a CoronaVac e 1% para a Pfizer-BioNTech.

A Fiocruz ressalta, no entanto, que a vacinação com o imunizante da Pfizer começou apenas em maio e que a quantidade de indivíduos em possível atraso ainda é pequena.

Em um recorte estadual, o Ceará tem a maior proporção de pessoas em atraso para a segunda dose, com 33%, e o Rio Grande do Norte tem a menor proporção, com 5,4%.

Em números absolutos, São Paulo está com 1,25 milhão de pessoas que tomaram a primeira dose e não voltaram para a segunda, Rio de Janeiro tem 956,9 mil e Bahia tem 907,5 mil que não retornaram aos postos. Os menores números são em Roraima (21,5 mil), Acre (28,3 mil) e Amapá (31,1 mil).

A Fiocruz destaca que o atraso da segunda dose pode “comprometer seriamente a efetividade das vacinas no país” e, portanto, “é de extrema importância realizar este monitoramento para promover ações que atuem de forma assertiva na resolução do problema”.

Números do Brasil

Em 24 horas, o país registrou 676 mortes e 17.756 novos casos de Covid-19. Nesta quarta-feira (29), a média móvel de óbitos ficou em 544, de acordo com os dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O Brasil soma 596.122 vidas perdidas e 21.399.546 infecções pela Covid-19 registrados desde o início da pandemia, em março de 2020.

Estudo do Reino Unido

A pesquisa feita pela Universidade de Oxford e do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde do Reino Unido (NIHR) com pacientes que tiveram Covid-19 também identificou que alguns sintomas eram mais comuns conforme o sexo e a idade. Pessoas mais velhas e homens tinham mais dificuldades respiratórias e problemas cognitivos, enquanto jovens e mulheres tinham mais dores de cabeça, sintomas abdominais e ansiedade ou depressão.

Os pesquisadores também identificaram que pacientes internados com o novo coronavírus em hospitais eram mais propensos a sofrer problemas cognitivos, como névoa cerebral e fadiga, em comparação com pessoas que não precisaram ser internadas.

Pessoas que não precisaram de cuidados hospitalares foram mais propensas a ter dores de cabeça do que aquelas que foram hospitalizadas. Porém, muitos pacientes tiveram mais de um sintoma de Covid longa, disseram os pesquisadores.

O que é a Covid longa

Uma série de sintomas e sequelas relatados pelo menos depois de três a quatro semanas após o diagnóstico de Covid-19 é caracterizada como Covid Longa ou síndrome pós-Covid-19. Apesar de a Covid ser causada por um vírus respiratório, pesquisas mostram que a doença pode afetar quase todos os sistemas orgânicos do corpo.