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Covid: Apesar da queda de casos, Fiocruz alerta que situação ainda é “muito crítica”

Pesquisadores ponderam que o país permanece em patamar “muito crítico”, com média diária de 39 mil novos casos e 1.196 mortes por Covid-19, o que ainda é considerado muito alto

Publicado: 23 Julho, 2021 - 13h52

Escrito por: Redação CUT

Lucas Silva/Secom Acre
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Apesar queda na média móvel de mortes e casos de Covid-19, o Brasil ainda permanece em patamar “muito crítico” da pandemia, segundo o alerta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 24 horas, foram 1.444 mortes em decorrência da doença, elevando o total para 547.134 óbitos desde o início da pandemia – o total de casos foi de 49.603 em 24 horas, totalizando 19.524.092 desde o ano passado.

Os pesquisadores ponderam que o país permanece em patamar “muito crítico”, com média diária de 39 mil novos casos e 1.196 mortes por covid-19, o que ainda é considerado muito alto.

Segundo a Fiocruz, a pandemia pode entrar em uma nova fase marcada pela diminuição geral de casos e óbitos, mas com retorno de uma participação maior dos idosos nas estatísticas.

“Diante disso, continuam pertinentes as preocupações quanto à possibilidade de piora no quadro pandêmico, especialmente frente à propagação da variante Delta, que é altamente transmissível”, dizem os pesquisadores da Fiocruz.

Mortes de idosos sobem mesmo com vacinação

O Boletim Observatório Covid-19, divulgado nesta quinta-feira (22), entre os dias 12 de junho e 10 de julho, intervalo de quatro semanas epidemiológicas, mostra que o percentual de idosos no total de internados subiu de 27,2% para 31,8%. A participação dos idosos no número de óbitos também subiu de 44,8% - a menor já registrada na pandemia - para 58,2%.

A Fiocruz alerta para dar mais atenção à população idosa em paralelo a uma expansão da vacinação entre os mais jovens, ainda encarada como a única saída para uma queda sustentada dos casos.

A Fiocruz alerta ainda que qualquer conclusão sobre a mudança nas estatísticas seria “precoce” e elas devem continuar sendo observadas “criteriosamente” nas próximas semanas.

Estados

Não houve aumento das taxas de incidência ou mortalidade em nenhum estado. Houve uma redução expressiva no número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Alagoas e uma redução no número de óbitos expressiva no Piauí, no Acre, no Pará e em Sergipe. 

As maiores taxas de incidência de Covid-19 no período das últimas duas semanas foram observadas nos estados de Roraima, de Mato Grosso e de Santa Catarina.

Paraná, Mato Grosso e São Paulo apresentam as maiores taxas de mortalidade. As maiores taxas de letalidade foram registradas no Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (3,4%), Amazonas (3,4%) e Pernambuco (3,1%).

Para os especialistas, as altas taxas de letalidade “revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnósticos, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis, bem como a incapacidade de se identificar e tratar adequadamente os casos graves de Covid-19”.

Brasil passa de 36 milhões de pessoas totalmente imunizadas

O Brasil atingiu a marca de 36,5 milhões de pessoas que completaram a vacinação contra a Covid-19. Até o momento, 36.533.170 brasileiros receberam a segunda dose ou a dose única da Janssen, o que representa 17,25% da população nacional, segundo o levantamento do consórcio de imprensa.

Nas últimas 24 horas, 1.136.590 habitantes receberam a primeira dose daqueles imunizantes que precisam de duas porções. Até aqui, o total de vacinados nesta etapa inicial é de 93.225.911, o equivalente a 44,03% da população do país.

A segunda dose foi aplicada em 855.500 pessoas entre ontem e hoje. Nesse mesmo período, outras 58.039 receberam a dose única da Janssen.