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Covid-19: Transmissão comunitária está extremamente alta no Brasil, diz Fiocruz

Covid-19: Transmissão comunitária está extremamente alta no Brasil, diz Fiocruz

Publicado: 18 Junho, 2021 - 11h58 | Última modificação: 18 Junho, 2021 - 12h00

Escrito por: Redação CUT

Alejandra de Lucca - Fotos Públicas
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Em apenas 24 horas, o Brasil registrou 2.311 novas mortes em decorrência de complicações causadas pela Covid-19, elevando o total de óbitos para 496.004 e o total de casos do novo coronavírus para 17.702.630, com o registro de 74.042 novos casos da doença no mesmo período,  segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

Em quase todos os estados brasileiros o nível de transmissão do novo coronavírus é extremamente alto, alerta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isso significa que a pandemia segue em um nível preocupante. Em vinte e três estados e no Distrito Federal pelo menos uma região tem transmissão comunitária extremamente alta. Apenas os estados do Amazonas, Roraima e Espírito Santo têm regiões com taxas de transmissão um pouco melhores, ainda assim muito altas.

De acordo com a Fiocruz o vírus está circulando intensamente nestas regiões, muitos casos são registrados ao mesmo tempo. Nessa situação, o risco de infecção é elevado, com muitas internações e óbitos. No mapa da Fiocruz, apenas Piauí e Espírito Santo têm áreas de taxas de transmissão consideradas muito pequenas. Mesmo assim, é fundamental manter a vigilância.

A Fiocruz alerta ainda que a transmissão comunitária está em todas as regiões do país. A transmissão comunitária é quando não é possível identificar a origem do contágio.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 600 mil óbitos. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (33,5 milhões) e Índia (29,7 milhões).

Média móvel

A média móvel de mortes por Covid-19 nos últimos sete dias registrou uma leve queda, indo para 1.998, assim como a média de casos diários, que caiu para 70.237. A taxa de letalidade seguiu estável em 2,8%.

Por outro lado, as taxas de mortalidade e incidência aumentaram, indo, respectivamente, para 236 a cada 100 mil habitantes e 8.423,9 a cada 100 mil habitantes.

Brasil aplica mais 2 milhões de doses de vacina pela primeira vez

O Brasil aplicou 2.220.845 doses de vacinas nesta quinta-feira, 17, segundo dados reunidos e divulgados pelo consórcio de imprensa. Essa é a maior marca diária de imunização desde o início da campanha em janeiro. 

No total, 2.088.159 de pessoas receberam a primeira dose e 132.686 receberam o reforço da vacina, necessária para completar a imunização.

Com isso, a quantidade de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a covid-19 chegou a 60.381.020. O número representa 28,51% da população brasileira.

Já levando em consideração as pessoas que receberam as duas doses, a quantidade é de 24.085.577, ou 11,37% dos habitantes.

O Mato Grosso do Sul é o Estado onde a aplicação da primeira dose está mais avançada, em números proporcionais. Lá, 36,59% da população recebeu a vacina. Já nos dados relativos à segunda dose, a vacinação está mais avançada no Rio Grande do Sul, onde 14,45% da população recebeu a imunização completa.