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Covid-19: 2ª onda faz países da Europa fechar bares, escolas e decretar lockdown

OMS emite alerta global para mais uma onda da Covid-19, após Europa aumentar número de casos. Nas últimas 24 horas, Brasil registrou 749 mortes e 27.235 novos casos da doença

Publicado: 15 Outubro, 2020 - 12h33 | Última modificação: 15 Outubro, 2020 - 12h58

Escrito por: Redação CUT

Getty Images
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Países europeus começaram a impor medidas mais severas para evitar uma segunda onda de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, que já ameaça diversas cidades. O clima de tensão levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta quarta-feira (14), a expressar preocupação de que o recente aumento de novas infecções por Covid-19 no mundo seja seguido por um aumento das mortes, que atualmente estão em 5.000 por dia, em média.

Diante do aumento de casos da doença, as autoridades da Europa começaram a fechar escolas e cancelar cirurgias para não sobrecarregar o sistema de saúde às vésperas da chegada do inverno, e os sinais são preocupantes.

França e Portugal, por exemplo, têm registrado números diários de pessoas infectadas maiores do que os contabilizados no início da pandemia. A diferença, desta vez, é que a quantidade de internações e óbitos é menor, o que sinaliza que as altas taxas de infectados podem ser resultado de um aumento na testagem da população.

Nesta quarta-feira, o governo de Portugal levou o nível de alerta em todo o país, decretando novamente o estado de calamidade, último nível antes do estado de alerta. A medida passará a valer a partir de zero hora de quinta-feira (20h, horário de Brasília). Esta é uma resposta do governo à alta dos casos de Covid-19 .

Alemanha e França aumentaram as restrições de eventos sociais, e Itália e Reino Unido pretendem anunciar medidas mais severas nos próximos dias. O secretário de Saúde do país britânico, Matt Hancock, anunciou que o vai impor restrições sociais mais rígidas em Londres para combater o avanço da Covid-19 , nesta quinta-feira (15). A capital da Inglaterra irá para o nível 2, ou alto risco, no novo sistema de alerta do governo, que tem três níveis. Anteriormente a cidade estava no nível 1, ou risco médio.

Já nos dados do governo da França, divulgados pelo Ministério da Saúde local, mostram que número de novas infecções pelo novo coronavírus foi de 16,1 mil no domingo e de 27 mil no último sábado, um recorde nos registros. Os novos casos elevaram o total acumulado para 734.974.

Paris está em “alerta máximo”. Assim como Marselha, Lyon e Lille, que decretaram limitações mais severas para o funcionamento de bares e cafés, como respeitar a quantidade de seis pessoas por mesa e a distância de um metro entre grupos.

A República Tcheca, que tem o pior índice de Covid-19 per capita europeu, trocou o ensino presencial pelo virtual e os hospitais começaram a suspender operações sem urgência para liberar leitos. Bares, restaurantes e clubes também foram fechados.

Autoridades da capital da Rússia, Moscou, vão adotar o ensino virtual para muitos estudantes a partir de segunda-feira, e a Irlanda do Norte anunciou um fechamento de duas semanas das escolas.

Na Espanha os casos também seguem subindo. A capital espanhola é uma das cidades europeias com maior incidência do novo coronavírus. A taxa de infecção em Madri é de 564 casos para cada 100 mil habitantes, um número muito superior à média nacional (257) e a mais alta da União Europeia.

Já no norte da Espanha, Catalunha e Navarra, autoridades do governo anunciaram novas medidas para conter o aumento dos casos. Catalunha insiste que empresas e universidades continuem com o trabalho em casa e as aulas on-line para evitar ao máximo as interações sociais. Em Navarra, o governo impôs restrições de horário a bares e restaurantes.

A Holanda retomou um lockdown parcial nesta quarta-feira (14), fechando bares e restaurantes, mas manteve as escolas abertas

A Alemanha conseguiu manter o número de novas contaminações e mortes menor do que muitos de seus vizinhos, mas o registro diário de novos casos saltou para mais de 4 mil desde a última semana, o maior desde abril. A capital e os bairros mais centrais estão entre as áreas mais afetadas e foram as primeiras a aplicarem medidas de restrição, como o fechamento da vida noturna em toda a capital.

Covid-19 no mundo

Mais de 38 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, e quase 1,1 milhão morreu, de acordo com uma contagem da Universidade americana John Hopkins.

Brasil

Nesta quarta-feira (14), o Brasil registrou 749 novas mortes por Covid-19 e 27.235 novos casos da doença nas últimas 24 horas. Com isso, o país acumula 151.747 mortes e 5.140.863 casos, segundo os dados do Ministério da Saúde.

A média móvel de casos novos confirmados por dia, nos últimos sete dias , está em 19.877 – uma redução de 26% em relação à média de 14 dias atrás. Já a média móvel diária de  mortes está em 496, nos últimos sete dias – queda de 29% em relação à média de duas semanas atrás.

Pelo segundo dia seguido, o Piauí teve aumento na média de mortes, com alta de 55%. Em estabilidade, aparecem o Distrito Federal e seis estados: Acre, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro, que na terça-feira (13) estava em queda.

Dezenove estados estão com queda na média móvel de mortes. É o maior número de estados em queda da média móvel: Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia, Pará, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Brumadinho vive novo drama com a Covid-19

A chegada pandemia do novo coronavírus em Brumadinho, Minas Gerais, levou os moradores a viverem mais um drama na região. A cidade já vivenciava, desde a tragédia ambiental, quando do rompimento da barragem da Vale do Rio Doce,  um protocolo desolador que entrou no cotidiano do mundo pandêmico: enterros sem velório com caixão lacrado.

Brumadinho está na região mais afetada pela pandemia de Covid-19 em Minas, segundo a Secretaria de Saúde do estado. A cidade de 40 mil habitantes acumula 2.813 casos confirmados da doença para cada 100 mil habitantes. Em Belo Horizonte, essa taxa é de 1.749 casos por 100 mil pessoas, segundo a Brasil.IO, plataforma que contabiliza números da doença a partir de boletins das secretarias de saúde.

Em números absolutos, Brumadinho registrou 1.133 casos da doença e 14 óbitos até esta quarta (14).