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SE: Contra assédio moral, servidores fazem ato e paralisação

Ministério da saúde retirou vários servidores de suas funções e lhes deixou sem serviço

Publicado: 05 Julho, 2017 - 19h08 | Última modificação: 05 Julho, 2017 - 19h17

Escrito por: Iracema Corso/ CUT SE

Simpe-RS
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Para denunciar a prática de assédio moral, 90% dos servidores públicos do Ministério da Saúde realizaram paralisação e protesto na manhã desta quarta-feira, dia 5 de julho, em frente ao Núcleo do órgão federal em Aracaju, localizado na Rua de Estância, Centro.

Dirigente do SINDIPREV/SE, (Previdência Social), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Joaquim Antônio revelou para veículos da imprensa presentes que a direção indicada para gerir o órgão federal retirou vários servidores de suas funções e lhes deixou sem serviço e sem instrução sobre o que fazer. Profissionais do Direito Trabalhista conhecem a prática como ‘inação compulsória’, que corresponde a não repassar trabalho e deixar o servidor público propositalmente ocioso, esta é uma forma de humilhar o trabalhador, portanto se configura em assédio moral.  

O dirigente sindical alertou que a prática de assédio passou a ser uma constante desde o começo da gestão indicada pelo senador Eduardo Amorim (PSC). “O perfil dessa gestão é o mesmo de Michel Temer, envolvido em caso de corrupção, desmoralizado, mas que insiste em se manter no Poder. O gestor do Ministério da Saúde em Sergipe está envolvido em processo administrativo sobre verbas de subvenção. Não vamos aceitar que sigam assediando trabalhadores. Este é apenas o primeiro ato e paralisação. Estamos pleiteando a saída destes gestores indicados e não pretendemos parar de protestar enquanto essa gestão se mantiver”.  

Joaquim Antônio informou que o protesto contou com a adesão de 90% dos servidores. “Continuaremos fazendo essa denuncia através de atos. E já denunciamos a pratica de assédio moral ao Ministério Público Federal e também notificamos o Ministério da Saúde em Brasília”.