Consulta Pública do Senado: mais de 80% dos votantes são favoráveis ao fim das bets
Consulta pública no site do Senado tem quase 400 mil votos a favor do fim das bets; favoráveis são menos de 77 mil. Saiba como votar
Publicado: 29 Setembro, 2026 - 11h48 | Última modificação: 29 Setembro, 2026 - 12h01
Escrito por: Redação CUT
O apoio da maioria dos brasileiros e brasileiras ao fim dos jogos de apostas on-line está sendo confirmado pela Consulta Pública que o Senado Federal abriu em seu site. Até às 10:30h foram registrados 389.442 votos favoráveis (80,28%) e 76.811 contrários (19,72%), à Medida Provisória (MP) nº 1394 de 2026, assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro.
Uma Consulta Pública, embora seja uma participação voluntária e aberta a quem quiser responder, enquanto numa pesquisa os participantes são selecionados para formar uma amostra da população, serve como referência do ânimo da sociedade sobre o tema.
Para votar acesse o link do e-Cidadania do Senado Federal. Clique aqui e vote
Outros resultados
Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg feita neste mês de setembro, entre e 22 de setembro, antes da assinatura da MP, 75% dos pesquisados são favoráveis à proibição dos jogos on-line; 17% discordam e 8% não souberam responder.
Nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o monitoramento da Palver publicado após a MP, encontrou diferenças importantes entre as plataformas. Entre as manifestações que tomaram posição sobre a medida:
Plataforma apoio à proibição
WhatsApp/mensageria 65%
X 73%
Instagram 75%
TikTok 81%
YouTube 52%
Projeto de lei prevê prisão (informações da Agência Senado)
O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.
A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor.
Os crimes previstos no texto do projeto de lei são:
explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;
divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;
usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;
facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;
fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.
O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.
Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.
O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida.
A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.
Saiba mais: Lula assina MP que proíbe bets; Projeto de Lei prevê prisão para quem receber aposta