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Com piadas homofóbicas de Bolsonaro sobre pandemia, Covid-19 segue fazendo vítimas

O ministro da Saúde ausente e falhas no sistema do SUS impedindo atualização há cinco dias, Brasil registra 204 mortes e 25.517 casos em 24 horas

Publicado: 11 Novembro, 2020 - 11h27 | Última modificação: 11 Novembro, 2020 - 12h15

Escrito por: Redação CUT

Agência Brasil
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Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) politiza o combate à pandemia do novo coronavírus, comemorando o fato de um voluntário morrer e os testes da CoronaVac, defendida por um adversário seu, o governador de São Paulo, João Doria, serem interrompidos, ou dizendo coisas absurdas como chamar de “maricas” quem se protege contra o vírus, o número de mortes e casos da doença não para de crescer.

Nesta terça-feira (10), o Brasil, que não tem até agora um comando nacional de combate a pandemia, ao contrário tem um presidente que zomba da doença e um ministro sumido – Eduardo Pazuello teve Covid-19, disse que está curado mas não aparece há mais de uma semana -, registrou 204 mortes e 25.517 casos confirmados em 24 horas, totalizando 162.842 vidas perdidas e 5.701.283 casos confirmados da doença desde o início da pandemia, de acordo com os dados do consórcio de imprensa.

Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais pessoas infectadas, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 10,2 milhões de casos, e da Índia, com 8,5 milhões. Já em número de mortos, o Brasil é o segundo, depois dos EUA, onde morreram mais de 239 mil pessoas.

A população, que enfrenta o difícil processo do luto pela perda de amigos, parentes ou vizinhos que eles nem puderam visitar no hospital, ainda tem de ouvir Bolsonaro dizer coisas como: “Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia. Não adianta fugir disso, fugir da realidade, tem que deixar de ser um país de maricas”.

Pelo quinto dia seguido, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Amapá não apresentaram dados da Covid-19 nesta terça. A situação se repete desde sexta (6) para o caso de São Paulo, por um problema no sistema do Ministério da Saúde. O estado do Rio de Janeiro afirma que "devido à instabilidade ocorrida também no Ministério desde quinta-feira (5), não foi possível atualização completa de nossas bases de dados".

Já o Amapá, que não disponibilizava dados desde 4 de novembro - devido ao apagão que ocorreu na maioria dos municípios do estado - informou 15 mortes e 742 infectados.

Pelo menos 14 estados tiveram dificuldade ou não conseguiram entrar no sistema nos últimos dias.

Na região Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul informam que estão com problemas no acesso. No Sudeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. No Centro-Oeste, o Mato Grosso. No Nordeste, a Paraíba e a Bahia não conseguem entrar no sistema.

Em Sergipe e no Maranhão, há instabilidade. Na região Norte, Amazonas, Pará e o Tocantins informaram que também enfrentam instabilidade no sistema.

Hospitais e unidades de saúde não conseguem lançar os números e, assim, o estado não atualiza a situação da pandemia desde sexta-feira.

Situação pelos estados

O estado de São Paulo continua o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, com 1.125.936 casos e 39.717 mortes. O total de infectados no território paulista supera os registrados na maioria dos países do mundo, exceto Estados Unidos, Índia, Rússia, França, Espanha, Argentina, Reino Unido e Colômbia.

Nesta terça-feira, cinco estados aparecem com alta: Amapá, que divulgou números pela primeira vez desde o apagão elétrico no estado na terça-feira passada (3), Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná e Santa Catarina. As maiores altas foram no Paraná e também no Amapá depois desses dados represados por conta do apagão elétrico e do apagão de dados.

O Distrito Federal e seis estados estão em estabilidade, sem grande variação na média de mortes: Acre, Rondônia, Pará, Maranhão, Bahia e Espírito Santo.

Em queda na média de mortes, temos 12 estados: Amazonas, Roraima, Tocantins, Piauí, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Goiás e Tocantins tiveram as maiores quedas na média de mortes.

DF tem taxa de infecção mais alta do país 

Estudo feito em conjunto por diversos centros de pesquisa do país, incluindo a Universidade de Brasília (UnB), mostra que cerca de 22% da população de Brasília contraíram a doença. A imunidade de rebanho só é adquirida quando a taxa de infecção da população está entre 60% e 70%.

O DF lidera o ranking de maior porcentagem já infectada, empatado com os estados de Rio de Janeiro e Pernambuco.

EUA batem recorde com mais 202 mil casos de Covid

Os Estados Unidos é o país é o mais afetado pela pandemia no mundo e seguem batendo recordes na pandemia do novo coronavírus. Dados da Universidade Johns Hopkins desta terça-feira (10), o país superou seu recorde de novos casos diários de Covid-19, com mais 201.961 pessoas doentes em único dia, e também aumentou o número de hospitalizações de contaminados, com 61.694 internações.

O recorde anterior de internações foi registrado em 15 de abril: 59.670 hospitalizações.

Atualmente, os EUA têm, em média, 1.661 novas hospitalizações por dia, mostram os dados da Universidade Johns Hopkins.