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Com maior taxa para julho em 17 anos, ‘prévia’ da inflação mantém trajetória de alta

Energia, gás e combustíveis continuam aumentando, entre outros itens. Só a gasolina tem alta de 40% em um ano

Publicado: 23 Julho, 2021 - 15h09

Escrito por: Vitor Nuzzi, da RBA

Reprodução/Montagem RBA
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inflação mantém sua tendência de alta no país. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,72% neste mês. Foi a maior taxa para julho desde 2004, segundo o IBGE. A chamada “prévia” da inflação oficial agora soma 4,88% no ano e 8,59% em 12 meses, com duas das regiões pesquisadas superando os dois dígitos.

Itens como energia elétrica, gás (de botijão e encanado) e combustíveis continuam subindo. Apenas a gasolina, por exemplo, variou 0,50% e acumula 40,32% em 12 meses.

Reajuste na bandeira vermelha

Sete dos nove grupos registraram alta em julho. Com taxa de 2,14%, Habitação representou impacto de 0,33 ponto percentual no índice geral. Em seguida, Transportes, com 1,07% e 0,22 ponto, respectivamente. Já o grupo Alimentação e Bebidas, que variou 0,49%, correspondeu a 0,10 ponto. Entre as quedas, Saúde e Cuidados Pessoais (-0,24%) contribuiu com -0,03 ponto.

De acordo com o IBGE, em Habitação o resultado foi novamente influenciado pela alta da energia, 4,79%. Apenas esse item representou 0,21 ponto no IPCA-15 de julho. Houve reajuste na bandeira tarifária vermelha e aumentos em São Paulo e Curitiba.

Gás continua subindo

Ainda nesse grupo, subiram os preços tanto do gás de botijão (3,89%) como do gás encanado (2,79%), este último com reajuste registrado em São Paulo. A taxa de água e esgoto teve aumento médio de 0,21%, após reajustes aplicados em Porto Alegre e Curitiba. Em Brasília, houve redução (-2,74%).

Já em Transportes, o preço médio das passagens aéreas, que haviam caído no mês anterior, subiram 5,63%. Com reajustes em Porto Alegre, também aumentou o custo do ônibus urbano (0,16%) e intermunicipal (0,15%). Outras altas foram apuradas nos itens veículos próprios (0,73%), motocicletas (1,93%), automóveis usados (1,26%) e automóveis novos (0,30%). Somados, corresponderam a 0,04 ponto percentual na taxa do mês.

Alimentação pesa mais

Além de todos esses itens, subiram ainda os custos com pneu (2,76%), seguro de veículos (1,95%) e conserto de automóvel (0,40%). Com aumentos em São Paulo e Curitiba, o pedágio teve alta de 2,44%. Os combustíveis subiram menos: 0,38%, em média, ante 3,69% no mês anterior.

A alimentação no domicílio foi de 0,15%, em junho, para 0,47%. O IBGE apurou altas do leite longa vida (4,09%), frango em pedaços (3,09%), carnes (1,74%) e pão francês. Caíram os preços da cebola (-15,94%), batata inglesa (-14,77%), frutas (-1,33%) e arroz (-1,14%). Fora do domicílio, tanto o lanche (0,55%) como a refeição (0,53%) subiram menos neste mês.

Todas as áreas têm alta

De acordo com o IBGE, a queda em Saúde e Cuidados Pessoais reflete o item plano de saúde, com -1,36% e impacto de 0,05 ponto. O outro grupo com queda em julho, quase estabilidade, foi Comunicação (-0,04%).

As 16 áreas pesquisadas tiveram alta. O índice mensal variou de 0,38% (Brasília) a 1,19% (Curitiba). Em 12 meses, a taxa vai de 7,23% (também Brasília) a 10,55% (Fortaleza). Também supera os dois dígitos em Curitiba (10,32%), enquanto na região metropolitana de São Paulo soma 7,88%.

O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 10 de agosto.