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CNM se solidariza com a família e lamenta a morte de dirigente sindical Gaspari

Sindicalista lutou a vida toda por melhores condições de vida dos metalúrgicos e metalúrgicas e do toda sociedade e deixará legado importante para o movimento sindical, diz presidente da entidade

Publicado: 04 Junho, 2020 - 20h12 | Última modificação: 04 Junho, 2020 - 20h17

Escrito por: CNM/CUT

Divulgação
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A direção da Confederação Nacional dos Metarlúrgicos (CNM/CUT) se solidarizou com a família e lamentou a morte do “combativo e já saudoso” dirigente sindical de Sorocaba, Carlos Roberto de Gaspari, que faleceu na madrugada desta quinta-feira (4).

Gaspari, como era conhecido, tinha 61 anos e estava internado há 10 dias com o diagnóstico de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus  e apesar de ter lutado muito, o dirigente sindical não resistiu as complicações causada pelo vírus. Por conta da doença, não haverá velório.

O dirigente sindical foi secretário-geral e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (Smetal) pelo período de 1989 a 1998. Nos anos de 1997 e 1998, Gaspari presidiu a Comissão Municipal de Emprego, que administrava o posto do Sinesp (Sistema Nacional de Emprego do Estado de São Paulo). Ele também foi um dos idealizadores do Fórum Regional de Desenvolvimento, em 1998.

Gaspari também foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em Votorantim e em 1996 disputou as eleições municipais como candidato a vice-prefeito, na chapa encabeça pela ex-deputada Federal e vereadora Iara Bernardi (PT).

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“Quando perdemos um companheiro como Gaspari é uma dor que nada conforta, a única coisa que podemos nos apegar neste momento é registrar o trabalho que este companheiro realizou e continuar incansavelmente a nossa luta na defesa da classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o Paulão.

“Nós perdemos um companheiro que era referência para o movimento sindical brasileiro e continuará sendo.  Companheiro Gaspari presente”, diz emocionado o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o Paulão.

Gaspari deixa a esposa Maria Luiza Paineli e as filhas Daniela e Caroline.

“Meu pai sempre esteve na luta e nunca parou, mesmo aposentado.  Ele sempre deu a sua vida lutando pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, por emprego e por dignidade. Sempre pensou muito mais dos outros do que nele mesmo”, disse emocionada uma de suas filhas e jornalista, Daniela Paineli.

O Smetal decretou luto oficial devido a morte do sindicalista.

Um pouco mais da história do dirigente

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Gaspari era muito próximo do companheiro Lula e uma grande liderança de esquerda de Sorocaba e região. Começou a trabalhar em indústrias metalúrgicas em 1976, no início dos anos 1980 foi vice-presidente da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e em 1986 se tornou membro da comissão de fábrica dos trabalhadores da Pirelli Cabos.

Não demorou muito para chegar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (Smetal).

Gaspari também foi um dos idealizadores da campanha Natal sem Fome em Sorocaba, ação natalina que arrecadava alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social. Posteriormente, em 2005, o sindicalista articulou a criação do Banco de Alimentos de Sorocaba, organização não governamental que visa diminuir o desperdício de alimentos e, ao mesmo tempo, ajudar no combate à fome na cidade e região.

Além disso, Gaspari foi articulador e coordenador do Movimento pela Qualificação dos Trabalhadores na região de Sorocaba, entre 1994 e 1995, e exerceu o mandato como presidente do Ceadec (Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania), ONG fundada em março de 1999, que atua, principalmente, no suporte a iniciativas voltadas para a economia solidária. Foi gerente do Ceagesp Sorocaba (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) e, atualmente, fazia parte da diretoria do Instituto Gestão Cidadã.