Categoria bancária reforçará marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, dia 15
Manifestação reforça série de reivindicações construídas coletivamente por representantes de todas as categorias do país e que serão entregues aos presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado
Publicado: 14 Abril, 2026 - 11h08
Escrito por: Contraf-CUT | Editado por: Redação CUT
Representantes sindicais de diversas categorias já estão seguindo a Brasília para participar, nesta quarta-feira, 15 de abril, da Marcha da Classe Trabalhadora. A Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e entidades filiadas também participarão dos atos na capital do país
A participação dos bancários reforça o caráter nacional e unitário da mobilização, que reúne trabalhadores de diferentes ramos em torno de uma pauta comum. A marcha será precedida pela Plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT), em frente ao Teatro Municipal, onde representantes de todo o país apresentarão o documento de reivindicações construído coletivamente no Fórum das Centrais Sindicais.
Após a plenária, os manifestantes — incluindo caravanas organizadas pela categoria bancária — seguirão em marcha até a Esplanada dos Ministérios. O objetivo é entregar o documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
“Os grandes carros-chefes dessa marcha, os pontos mais importantes, são a redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6x1. Também estamos lutando para que os trabalhadores de aplicativos tenham direitos. Outro ponto importante é a ratificação da Convenção da OIT 151, que garante o direito de negociação coletiva para o servidor público”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT.
A dirigente destaca também que o documento único de reivindicações é uma atualização da pauta aprovada no CONCLAT 2022. “Desde então, a cada ano, as propostas são atualizadas, sempre a partir de um amplo debate com todas as categorias. E, graças a essa estratégia de unidade na construção de reivindicações e pressão social, conseguimos avançar significativamente”, observa Juvandia.
Ela lembra que, dos 63 itens aprovados no CONCLAT de 2022, cerca de 70% foram implementados pelo governo federal, encaminhados ou estão em tramitação no Congresso Nacional. Entre os avanços, estão:
- Política de valorização do salário-mínimo;
- Política de igualdade salarial entre mulheres e homens;
- Retomada e ampliação do Bolsa Família;
- Recuperação da participação sindical nos espaços institucionais;
- Política de combate à fome e à pobreza;
- Correção da tabela do Imposto de Renda;
- Reforma tributária com proposta de isenção para quem ganha até R$ 5 mil;
- Medidas para reduzir o endividamento produtivo e industrial;
- Crédito às pequenas empresas.
Para 2026, o documento atualizado reúne 68 reivindicações. A pauta mantém temas históricos e incorpora novas demandas do mundo do trabalho, incluindo:
- Redução da jornada sem redução salarial;
- Fim da escala 6x1;
- Combate à pejotização;
- Regulamentação do trabalho por aplicativo;
- Fortalecimento das negociações coletivas;
- Combate ao feminicídio;
- Direito de negociação para servidores públicos.
A Marcha da Classe Trabalhadora integra um plano mais amplo de mobilização que se estende até o 1º de Maio. A estratégia inclui atividades culturais, políticas, sociais e formativas em todas as regiões do país.
“Até essa data, que simboliza a luta histórica por direitos da classe trabalhadora, as organizações sindicais seguirão com atividades culturais, sociais, políticas e formativas, em todas as regiões do país, para fortalecer as reivindicações e bandeiras de luta”, pontua Juvandia Moreira.
Programação
O que: Marcha da Classe Trabalhadora 2026
Quando: 15 de abril
Onde: Estacionamento do Teatro Nacional, Brasília (DF), com marcha até a Esplanada dos Ministérios
Horários:
- 8h – Concentração
- 9h – Plenária da Classe Trabalhadora
- 10h30/11h – Início da marcha