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Casos de coronavírus explodem no Brasil e governo recua: não há tendência de queda

Nesta quarta-feira (24), o Brasil registrou 42.725 pessoas infectadas e 1185 mortes nas últimas 24 horas e o governo, que havia estimado tendência de queda, volta atrás que curva de contaminação está em alta

Publicado: 25 Junho, 2020 - 11h16 | Última modificação: 25 Junho, 2020 - 13h09

Escrito por: Redação CUT

Edson Rimonatto/CUT
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Após informar, na semana passada, que havia uma tendência de queda na curva de novos casos e mortes pelo novo coronavírus (Covid-19), o Ministério da Saúde foi obrigado a voltar atrás e reconhecer, nesta quarta-feira (24), que a doença segue aumentando, e muito, no país. O número de casos novos da doença aumentou 22% na última semana epidemiológica.

Em apenas 24 horas, o Brasil registrou mais 42.725 pessoas infectadas e 1185 mortes, totalizando 1.188.631 casos confirmados e 53. 830 óbitos pela Covid-19.

De acordo com os dados do Ministério, o país teve 7.256 óbitos registrados na semana epidemiológica de 14 e 20 de junho. Na semana anterior, tinham sido 6.790 mortes, o que representa agora um aumento de 7%. A média diária de novas mortes voltou a registrar avanço após um primeiro sinal de queda.

Na região do Centro-Oeste, o número de casos confirmados do novo coronavírus quase dobrou na comparação entre as duas últimas semanas. Houve aumento de 98% do número de casos e 59% do número de óbitos.

Na região Sul, também teve aumento 76% do número de casos e 46% do número de mortes no período.

Já na região Sudeste, o crescimento foi de 26% no número de casos e 30% no número de óbitos nas semanas epidemiológicas.

O Nordeste teve aumento de 14% dos casos e redução de 11% dos óbitos, enquanto o Norte houve redução tanto do número de casos quanto de óbitos.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o novo coronavírus também avança ao interior. Segundo a pasta, atualmente, 4.937 municípios do país, cerca de 88,6% do total, já registram casos da Covid-19. Dados também apontam uma redução no total de casos nas capitais e aumento nas outras cidades.

SP tem aumento de casos e mortes

O estado de São Paulo, que está em processo de reabertura da economia há duas semanas, registrou o segundo maior número de novos casos de coronavírus em 24 horas desde o início da pandemia. Foram 9.347 casos confirmados nesta quarta-feira (24), totalizando 238.822 casos.

O recorde ainda é de 19 mil registros, que foi no último dia 19 de junho. Na ocasião, porém, um problema no sistema do governo causou um atraso de dados e acumulou dois dias de contagem.

Na última terça-feira (23), o estado registrou recorde de óbitos em 24 horas, foram 434. Nesta quarta, foram mais 284 -  atingindo 13.352 mortes no total.

Mesmo com o crescimento de casos e em número de óbitos, o estado já planeja a reabertura das escolas para setembro. Já estão abertos shoppings e lojas de ruas, em muitos locais com aglomerações todos os dias e muitas pessoas sem máscaras.

Escalada de casos em MG

Minas Gerais tem registrado um avanço nos casos confirmados no interior e na capital, a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no estado atingiu 90,6% na segunda-feira (22) e deixou Minas perto do próxima  colapso na área da saúde.

Os números saltaram e tiraram o estado da zona de tranquilidade que tinha, em comparação ao cenário nacional, depois da flexibilização da economia em várias regiões, incluindo Belo Horizonte. Há um mês, a ocupação total de leitos de UTI no estado era de 69%.

O percentual de ocupação de UTIs acima de 90% em seis das 14 macrorregiões de saúde do estado. As regiões de Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora estão entre elas.

No boletim desta quarta, Minas Gerais atingiu 31.343 casos de Covid-19 confirmados e 771 mortes. As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave tiveram aumento de 718% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Mato Grosso

Situação também é complicada em Mato Grosso, que continua com uma escalada no número de pacientes graves. A ocupação dos leitos de UTI, que há duas semanas era de 13%, saltou para 76% na semana passada e 87% nesta semana. O estado foi um dos primeiros a autorizar a reabertura de comércio e de parques públicos.

A situação é mais grave no interior que já beira o colapso. Nas cidades de Rondonópolis, Cáceres e Sorriso, a ocupação dos leitos era de 100% nesta terça-feira (22). Em Várzea Grande, cidade da Grande Cuiabá, apenas um dos 40 leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estava disponível.

Os estados de Roraima, Mato Grosso e Rio Grande do Norte também aparecem na de crescimento do número de casos graves da doença.

Nordeste

Maranhão, Pernambuco e Ceará também registraram ocupação acima de 80%, porém vivem uma desaceleração no número de casos graves.