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Campanha defende retomada de obras públicas para país crescer e gerar empregos

Atualmente, o país tem cerca de 14 mil projetos inacabados. Essas estruturas, segundo a Federação Nacional dos Engenheiros, poderiam servir para reativar a economia

Publicado: 22 Outubro, 2020 - 09h03 | Última modificação: 23 Outubro, 2020 - 12h47

Escrito por: Redação RBA

Prefeitura Municipal de Bagé
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A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) lançou nesta quarta-feira (21) uma campanha em defesa da retomada de obras para que o país volte a crescer e gerar emprego e renda.

A campanha ‘Cresce Brasil, mais engenharia, mais desenvolvimento’, surge no momento em que a taxa de desemprego subiu para 14,4% em setembro, atingindo 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, de acordo com a PNAD COVID19 e expõe a falta de políticas do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) para aquecer a economia que já vinha patinando e piorou depois da pandemia do novo coronavírus.  

O país tem cerca de 14 mil projetos inacabados. Essas estruturas, segundo a federação, poderiam servir para reativar a economia. A campanha lançada pela FNE tem como objetivo concluir esses empreendimentos públicos interrompidos.

“O custo de uma obra parada é muito grande”, afirma Fernando Palmezan, coordenador-geral do 'Cresce Brasil'.

De acordo com ele, o financiamento para essas obras viria do setor público, mas também pode haver parcerias com a iniciativa privada. A princípio, as áreas de habitação e infraestrutura, como saneamento básico, teriam prioridade.

“O que nós estamos propondo é que sejam analisadas algumas obras para que tenham continuidade", argumenta Fernando.

Investimento estratégico

A retomada de obras públicas também é defendida pelo Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas). “Investir em obras públicas é estratégico para o desenvolvimento de qualquer economia”, avalia o secretário executivo da entidade, Edson Aparecido da Silva.

“No caso do saneamento básico, o Brasil viveu um único boom de investimentos, que foi a partir de 2003. Com o descontingenciamento de recursos e depois com a instituição dos programas PAC 1 e PAC 2 nos governos Lula e Dilma. No período, foram investidos quase R$ 180 bilhões. 

O setor de saneamento tem potencial para geração de empregos. O país tem 35 milhões de pessoas sem acesso a água tratada. Já o esgoto tratado não existe para 114 milhões de habitantes. Além disso, mais de 35% da água produzida se perde na distribuição. São números que motivaram o lançamento da campanha pela retomada de obras públicas.

Confira a reportagem de André Gianocari do Seu Jornal sobre o lançamento da campanha: