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#Caixa2doBolsonaro está em primeiro lugar no Twitter mundial

Hashtag denuncia campanha criminosa de empresários apoiadores de Bolsonaro que estão pagando milhões ao WhatsApp para disparar mensagens contra o PT e Haddad

Publicado: 18 Outubro, 2018 - 11h44 | Última modificação: 18 Outubro, 2018 - 19h26

Escrito por: Redação CUT

Lula Marques
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A denúncia do jornal Folha de S. Paulo de que empresários estão pagando “por fora” milhões de reais para manter uma indústria de mentiras contra o candidato a Presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, no aplicativo WhatsApp caiu como uma bomba nas redes sociais.

A hashtag #Caixa2DoBolsonaro começou a subir nas primeiras horas da manhã e já ocupa o primeiro lugar como o assunto mais comentado do Twitter no mundo todo.

A imediata e grande repercussão é motivada pela campanha criminosa de empresários aliados a Bolsonaro, o candidato que se apresenta como o mais honesto e diz que vai combater a corrupção. Esses empresários teriam gastado, segundo a Folha de S Paulo, cerca de R$ 12 milhões para disparar as mentiras por meio do WhatsApp.

Confirmada a ação dos empresários, está constatada fraude eleitoral, já que indica que a campanha de Bolsonaro está usando caixa 2, o que é proibido por lei.

Caixa 2 é dinheiro usado em campanha eleitoral que não é declarado oficialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro declarou um gasto de R$ 1,7 milhão. Este valor é sete vezes menor do que os empresários estão gastando “por fora”, R$ 12 milhões.

A prática é considerada ilegal por se tratar de doação empresarial de recursos, proibida pela legislação eleitoral, e pode configurar abuso do poder econômico, possibilitando a cassação da chapa.

A operação bancada pelos empresários de forma fraudulenta envolve o envio de centenas de milhares de mensagens pelo Whatsapp e, segundo reportagem da Folha, estaria sendo arquitetado um reforço para a semana que antecede a votação do segundo turno das eleições de 2018, no próximo dia 28. A rede de lojas Havan, de Luciano Hang, está entre as empresas compradoras.

Fernando Haddad, adversário de Jair Bolsonaro, disse que a denúncia prova que o capitão da reserva faz a "campanha mais rica do país com dinheiro sujo" e afirmou que entrará na Justiça. "Vamos acionar a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral para impedir o deputado Bolsonaro de agredir violentamente a democracia como ele tem feito. Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime. Ele que foge dos debates, não vai poder fugir da Justiça", disse, por meio de seu perfil no Twitter.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o mundo descobriu que Bolsonaro, "além de fascista, é corrupto". "Usa um esquema ilegal, certamente não desvendado totalmente, financiado por empresários corruptos para violar o que existe de mais sagrado na democracia: o voto popular", criticou.

Já o advogado e também deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) cobrou providências dos órgãos responsáveis. "Denúncias gravíssimas envolvendo a campanha de Bolsonaro! Empresas montaram um esquema criminoso para alavancar campanha de Bolsonaro e espalhar fake news contra Haddad. A PGR (Procuradoria Geral da República) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) precisam tomar providências urgentes", alerta.

Em nota, a Comissão Executiva Nacional do PT afirmou que está tomando "todas as medidas judiciais para que ele (Bolsonaro) responda por seus crimes, dentre eles o uso de caixa 2, pois os gastos milionários com a indústria de mentiras não são declarados por sua campanha".

"Os métodos criminosos do deputado Jair Bolsonaro são intoleráveis na democracia. As instituições brasileiras têm a obrigação de agir em defesa da lisura do processo eleitoral. As redes sociais não podem assistir passivamente sua utilização para difundir mentiras e ofensas, tornando-se cúmplices da manipulação de milhões de usuários", diz o texto. "O PT levará essas graves denúncias a todas as instâncias no Brasil e no mundo. Mais do que o resultado das eleições, o que está em jogo é a sobrevivência do processo democrático."

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