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Butantan diz que Coronavac tem 50,38% de eficácia e taxa é suficiente para proteção

Pelos dados globais da vacina, segundo especialistas, a taxa de eficácia é confiável contra o novo coronavírus (Covid-19)

Publicado: 12 Janeiro, 2021 - 16h53

Escrito por: Redação CUT

Reprodução/Instituto Butantan
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O Instituto Butantan divulgou na tarde desta terça-feira (12), em São Paulo, que a CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil. A taxa é considerada suficiente para a proteção da população ao novo coronavírus (Covid-19).

O anúncio veio após controvérsia acerca dos números divulgados na semana passada pelo Instituto Butantan, que somente nesta terça, detalhou os dados referentes à imunização. O Instituto desenvolve a vacina  Coronavac,  em parceria com farmacêutica chinesa Sinovac.

Na semana passada, o Butantan informou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de registro emergencial, que a vacina estava acima dos 50% requeridos universalmente para considerar um imunizante viável. Dois dias depois, a Anvisa cobrou mais dados sobre a Coronavac. O governador de São Paulo João Doria (PSDB) criticou a Anvisa e pediu rapidez nas análises.

Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Anvisa é de 50%.

Conclusões do estudo clínico da CoronaVac. — Foto: Divulgação/Instituto ButantanConclusões do estudo clínico da CoronaVac. — Foto: Divulgação/Instituto Butantan

O índice de eficácia de 50,38% são inferiores ao apresentado na semana passada pelo governo paulista, que era de 78%. Essa taxa mais alta referia-se somente a um recorte do estudo, ao grupo de voluntários que manifestaram casos leves da doença, mas com necessidade de atendimento médico. Ou seja, a vacina tem 78% de eficácia de evitar que, mesmo que a pessoa se contamine com o coronavírus, ela vai ter somente uma doença leve, não a ponto de ser hospitalizado.

A eficácia de 78% foi registrada entre 38 casos de níveis leve, moderado ou grave, entre os quais sete voluntários estavam no grupo que recebeu o imunizante. Neste caso, a eficácia de evitar que, mesmo que a pessoa se contamine com o coronavírus, ela vai ter somente uma doença leve, não a ponto de ser hospitalizado, é de 78%.

A taxa de eficácia de 100% nos casos graves e moderados, apresentada na semana passada pelo governo paulista, foi calculada com base em uma amostra de apenas sete pacientes com esse quadro da doença, todos no grupo placebo. O número é considerado pequeno para uma análise final. Serão necessários mais casos graves na amostra de voluntários para determinar a proteção final contra casos mais severos.

Já o índice de 50,38% foi atingido após o registro de 252 casos, que variaram de muito leves (que não precisam de ajuda) a graves (internação hospitalar em UTI). Desses, 85 receberam a vacina.