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Brasil ultrapassa 157 mil mortes e 5,3 milhões de casos de Covid-19

No inicio de dezembro deverá ficar clara se uma vacina contra a contra Covid-19 é segura e eficaz, mas que uma vacinação ampla não é provável até o decorrer de 2021, disse o especialista Anthony Fauci, dos EUA

Publicado: 26 Outubro, 2020 - 11h32 | Última modificação: 26 Outubro, 2020 - 11h45

Escrito por: Redação CUT

Itamar Fio Cruz
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Enquanto o mundo aguarda a aprovação de uma vacina contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e a Europa enfrenta a segunda onda da pandemia, o Brasil ainda não saiu da primeira onda e ultrapassou a marca de 5,3 milhões de pessoas infectadas e 157 mil vidas perdidas desde o início da pandemia, de acordo com o balanço do consórcio de imprensa, atualizado às 8h da manhã desta segunda-feira (26).

Três estados brasileiros registraram alta no número de casos confirmados e mortes provocadas pela Covid-19 nesta segunda, são eles: Amazonas, Amapá e Rio Grande do Sul.

Os números estão os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo.

Em 11 estados, além do Distrito Federal, a tendência da média móvel de mortes por Covid-19 é estável: Acre, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

A média móvel de óbitos, que é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se tendência de alta, estabilidade ou queda, está em 468 por dia, lembrando que os números de casos e óbitos costumam ser mais baixos nos finais de semana, em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias estaduais de Saúde aos sábados e domingos.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 12.535 novos casos e 237 novos óbitos por coronavírus, segundo boletim do consórcio de imprensa. Com isso, o país chegou a 5.393.759 ocorrências e 157.163 vidas perdidas desde o início da pandemia.

A esperança de uma vacina

Apesar dos números indicarem uma tendência de queda, ainda morre muita gente por dia pela Covid-19 no Brasil. O país aguarda uma possível vacina até o fim do ano. Um dos principais especialistas em doenças infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci disse neste domingo (25) que ficará claro se uma vacina contra Covid-19 é segura e eficaz no início de dezembro, mas que uma vacinação ampla não é provável até o decorrer de 2021.

Testada no Brasil, a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca apresentou resultados positivos em idosos e jovens. As respostas imunológicas da vacina foram similares entre adultos mais velhos e mais jovens, e as reações adversas foram menores em adultos idosos, que são mais sensíveis à Covid-19.

Os resultados obtidos em testes clínicos serão divulgados em revistas científicas. A informação foi revelada nesta manhã de segunda-feira (26) pelo jornal Financial Times. A vacina de Oxford faz parte de um acordo com o governo federal no Brasil, num projeto que envolve a Fiocruz.

Situação na Europa é de alerta para o Brasil

A segunda onda de Covid-19 alcançou várias metrópoles europeias e, em algumas delas, os números de infectados chegam a ser maior que a primeira onda. Preocupação com o crescimento da doença fez países da Europa endurecerem as medidas de isolamento novamente.

Neste domingo, a Espanha decretou estado de emergência que deve durar 15 dias, com a possibilidade de ser estendido por mais seis meses (até 9 de maio de 2021), caso o Congresso apoie a decisão.

O estado de emergência também permite que cidades e regiões afetadas de forma mais grave pela pandemia barrem a entrada e saída de pessoas em seu território até os índices de contaminação diminuírem.

A Espanha entrou em estado de emergência pela primeira vez em 14 de março, quando enfrentava a primeira onda da covid-19. Com as restrições sendo relaxadas, o país voltou a ver um crescimento nos números da pandemia.

França

França superou a marca de 1 milhão de casos de Covid-19 desde o início da pandemia de coronavírus, e a situação continua se agravando, com mais de 40 mil novos contágios registrados na sexta-feira (23).

No total, 42.032 novos casos da doença foram registrados nesta sexta – 310 a mais do que na véspera, um recorde desde a generalização dos testes em larga escala. O total chegou a 1.041.075 casos.

O número de mortos também foi alto, com 298 novos óbitos registrados em 24 horas. Desde o início da pandemia, são ao menos 34.508 mortos.

Itália

A Itália, na sexta-feira, bateu novamente o recorde diário de novos casos em 24 horas desde o início da pandemia, com 19.143 registros, bem acima dos 16.079 da véspera e dos 15.199 de quarta-feira.

O número de mortos, porém, foi de 91, uma queda em relação aos 136 óbitos de quinta-feira, um dado considerado alarmante por ser um número não visto desde 21 de maio, pouco depois de o país suspender o confinamento decretado em março.

Alemanha

Alemanha bateu seu próprio recorde de casos diários desde o início da pandemia na quinta-feira, com 11.287 novos registros, uma forte alta de 49% em relação ao dia anterior.

Até então, a maior quantidade de casos diários era de 7.830 novos infectados, registrados na sexta-feira (16).

EUA

Às vésperas da eleição para presidente, os Estados Unidos registraram os dois dias mais infectados por Covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

No sábado (24), foram notificados 83.718 novos casos, 39 a menos do que o número recorde registrado na sexta-feira (23).

No total, 8,6 milhões de pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus nos EUA, desde que começou a pandemia. O total de óbitos chega a 224.995.