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Brasil ultrapassa 124 mil vidas perdidas e 4 milhões de casos de Covid-19

Apesar dos números altos, há um sinal de desaceleração da contaminação. O número de novos casos de coronavírus parou de crescer em 70% das 324 cidades do Brasil com mais de 100 mil habitantes

Publicado: 04 Setembro, 2020 - 11h20 | Última modificação: 04 Setembro, 2020 - 11h22

Escrito por: Redação CUT

EBC
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O Brasil ultrapassou a triste marca de 124 mil vidas perdidas para a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Nesta quinta-feira (3), foram registrados 871 óbitos e 42.298 casos confirmados da doença. Com isso, o número de infectados, desde o começo da pandemia chegou a 4.040.163.

O país continua em segundo lugar como o que tem o maior número de casos e mortes no mundo. Está atrás apenas dos Estados Unidos, que tem mais de 6,1 milhões de casos e 185 mil mortes pela Covid-19, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

A média móvel nos últimos sete dias ficou em 858 mortes, queda de 13% em relação à média de 14 dias atrás. Desde o dia 20 de maio, o Brasil não tem uma média de óbitos tão baixa. Já a média diária de novos casos é de 40.237 nos últimos sete dias, alta de 9% em relação à média de 14 dias atrás.

São Paulo é o estado com o maior número de óbitos no país, com 30.905, seguido pelo Rio de Janeiro (16.394) e Ceará (8.493).

Casos de Covid caem no país

Entretanto, o número de novos casos de coronavírus parou de crescer em 70% das 324 cidades do Brasil com mais de 100 mil habitantes. Entre os estados, 12 não têm nenhum grande município com aumento acelerado do contágio.

Já em 97 cidades, cerca de 30%, a contaminação ainda está acelerada, entre elas Palmas, Florianópolis, Porto Alegre e Campo Grande.

O Nordeste apresentou queda de 25% na variação de 14 dias. Já as demais regiões permaneceram com índices estáveis: Centro-Oeste queda de 10%, Sudeste 14% e Sul 14%.

Situação nos Estados

Nesta quinta-feira, apenas dois estados aparecem com a média de mortes em alta. Desde 9 de julho, é a menor quantidade de estados na zona vermelha. São eles: Amazonas e Tocantins.

No Amazonas, a Prefeitura de Manaus está conduzindo a revisão de óbitos ocorridos entre abril e maio.

Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Ceará e Maranhão aparecem com estabilidade.

Doze estados e o Distrito Federal estão com redução na média diária de mortes: Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Bahia

A capital baiana teve uma alta de 10% no número de casos em  24h. São 1.246 pacientes com o novo coronavírus. A taxa de letalidade no município é de 3,14%, contra a de 0,6% no mundo, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda considera “muito alta” se comparada com a taxa da pandemia da Gripe “A” (2009), que era de 0,01%, ou seja, uma pessoa em cada 10 mil infectados vinha a óbito.

No estado mais de 250 mil pessoas estão recuperadas da doença. Dos 265.739 infectados, 5.564 vieram a óbitos.

Vacina da Rússia é eficaz e não teve efeitos adversos

A vacina da Rússia para Covid-19, chamada de "Sputnik V", não teve efeitos adversos e induziu resposta imune, indica um estudo com resultados preliminares publicado na revista científica "The Lancet", uma das mais importantes do mundo, nesta sexta-feira (4).

Os cientistas russos reconheceram a necessidade de mais testes para comprovar a eficácia da vacina. A imunização foi registrada no mês passado na Rússia e girou desconfiança internacional pela rapidez.

No Brasil, o governo do Paraná, que tem parceria com o país russo na vacina, informou nesta sexta-feira (4) que o pedido de registro do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser feito em 10 dias. Os testes no país devem começar em 1 mês.