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Brasil soma 190 dias com média de mortes acima de mil. São 5 aviões caindo por dia

O país, que chega a um total de 554.626 vidas perdidas desde o início da crise sanitária, se acostumou com a tragédia

Publicado: 30 Julho, 2021 - 12h03 | Última modificação: 30 Julho, 2021 - 12h05

Escrito por: Redação CUT

Rovena Rosa/EBC
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O Brasil completa 190 dias com média móvel de mortes diárias em decorrência de complicações causadas pela Covid-19 acima de mil. É como se estivessem caindo cinco aviões por dia, mas, ao que parece, no país em que o presidente da República, Jair Bolsonaro (ex-PSL), não dá a mínima para a perda de vidas, muitos se acostumaram com a tragédia.

Em 24 horas, foram registradas 1.354 mortes em decorrência da Covid-19, segundo os dados do consórcio de imprensa. O país chega a um total de 554.626 vidas perdidas desde o início da crise sanitária.

De quarta-feira (28) para quinta-feira (29) foram confirmados 41.393 novos casos, totalizando 19.838.909. A média de casos por dia está 44.974, o que corresponde a 10% a mais do que há 14 dias.

Essa é a mesma tendência da média de mortes, com redução de 14% na comparação com duas semanas atrás. São 1.070 mortes por dia, em média: o menor número desde 22 de fevereiro.

Amapá, Espírito Santo e Piauí sãos os três estados que estão com a média móvel de mortes em alta. Os estados que registraram os maiores aumentos foram: Amapá, com mais 42%, e Espírito Santo, 27%.

Em estabilidade estão oito estados: Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Com queda na média de mortes, são 15 estados (Acre, Rondônia, Pará, Maranhão, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Bahia, Sergipe, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e o Distrito Federal. Os estados com as maiores reduções foram: Rio Grande do Norte, com queda de 44%, Sergipe e Acre, ambos de 58%.

Vacinação lenta no país

Em seis meses, o Brasil imunizou pouco mais de 46% dos brasileiros com ao menos uma dose dos imunizantes disponíveis. Apenas 19%, está completamente imunizada com as duas doses da AstraZenica, Pfizer ou CoronaVac ou com a dose única da Janssen.

Em 24 horas, 710.110 pessoas tomaram a primeira dose, e 738.418 receberam a segunda dose ou a vacina de dose única. Nesta quinta-feira, foram 1.448.528 vacinados.

Até agora, 98.912.578 pessoas receberam a primeira dose no país, ou seja, 46,71% da população. O Brasil passou de 40 milhões de pessoas completamente imunizadas: 40.232.066 tomaram as duas doses ou a dose única, o que equivale a 19% dos brasileiros.

Já os estados mais adiantados na imunização completa são, em ordem: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina.

Países anunciam terceira dose

Países como Uruguai, Israel e Hungria anunciaram a aplicação de terceira dose de vacina contra a Covid-19. O Uruguai diz que oferecerá Pfizer para quem tomou duas doses da Coronavac; Israel e Hungria também darão também o reforço.

De acordo com o comunicado, a medida se baseia na recomendação de uma comissão que assessora o governo uruguaio. O documento prevê uma aplicação escalonada, válida para quem recebeu a segunda dose da CoronaVac há pelo menos 90 dias.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o ministério já havia anunciado a aprovação da aplicação de uma terceira e até de uma quarta dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas com imunossupressão moderada e grave decorrente de outras doenças —por terem um sistema imunológico deficitário, essas pessoas tornam-se elegíveis a receber doses de reforço contra o coronavírus.