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Brasil se aproxima de 510 mil mortes por Covid. “É assustador”, diz Miguel Nicolelis

No total, Brasil tem 509.282 mortos, quase dez mil vidas perdidas a mais em menos de uma semana. No total, já são 18.243.391 casos da doença dsde março do ano passado

Publicado: 25 Junho, 2021 - 11h40

Escrito por: Redação CUT

Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Após registrar recorde de casos do novo coronavírus, o Brasil se aproxima de 510 mil vidas perdidas em decorrência da Covid-19, quase dez mil a mais, menos de uma semana depois de alcançar o meio milhão de mortos.

Nesta quinta-feira (24), o Brasil registrou 2.042 mortes em decorrência de complicações da Covid-19 e 72.613 novos casos da doença. Com isso, o país acumula 509.282 vidas perdidas e 18.243.391 casos da doença.

O número assustador de vida perdidas é bem acima do esperado para 2021, segundo o neurocientista Miguel Nicolelis, em artigo publicado na revista ‘Scientific Reports’.

O neurocientista, que vem alertando há meses as consequências das políticas desastrosas do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL)  frente a pandemia, já havia falado que o Brasil chegaria a meio milhão de mortos pela Covid-19 caso não corrigisse seu protocolo de combate à pandemia.

Ele afirmou ainda que é hora de olhar para além do número oficial da pandemia para entender de forma mais completa o desastre sanitário brasileiro. Segundo ele, todos os anos, espera-se que morram no país um contingente de pessoas e, para 2021, a expectativa, em situação mais ou menos normal, era que 1,2 milhão de brasileiros perdessem a vida.

A análise do pesquisador, segundo o El País, aponta que o quadro neste ano já é mais que assustador: o Brasil deve acumular um milhão de mortes totais já em julho, de acordo com os atestados de óbitos no Registro Civil.

“Vamos completar 83% dos óbitos esperados anualmente, por todas as causas, em sete meses. Isso inclui óbitos pelo colapso hospitalar e dá uma visão mais completa da tragédia”, diz em artigo publicado, em parceria com outros três pesquisadores —Rafael L. G. Raimundo, Pedro S. Peixoto e Cecilia S. Andreazzi.

Sobre a correção de rumo na pandemia, o neurocientista não está otimista. Ele afirma que o Brasil “está fazendo tudo igual, cometendo os mesmos erros na terceira onda de contágios” e, aponta que, quando o país voltou a superar a média de 2.000 mortes diárias na pandemia e a trajetória da vacinação segue acidentada.

Situação nos estados

O Estado de São Paulo mantém um número alto de mortes por coronavírus, com 781 óbitos registrados nesta quinta-feira.

Outros quatro Estados também superaram a barreira de 100 óbitos no dia: Minas Gerais (209), Rio de Janeiro (186), Rio Grande do Sul (124) e Bahia (104).

No entanto, três estados estão com aumento na média de mortes. Paraná e Minas Gerais tiveram as maiores altas. Em estabilidade, estão 13 estados. E com redução na média de mortes, dez estados e o Distrito Federal. As maiores quedas foram no Acre e no Amazonas.

A média de casos está em alta e subiu 17% em duas semanas. São, em média, 77.050 novos casos por dia. Já a média de mortes está em estabilidade, com queda de 2% em duas semanas. A média nesta quinta-feira (24) ficou em 1.873.

Vacinação lenta

Em 24 horas, 1.260.148 pessoas tomaram a primeira dose da vacina. Outras 325.988 receberam a segunda dose. O total do dia ficou em 1.586.136.

Tomaram a primeira dose no Brasil 68.465.736 pessoas, ou 32,33% da população. E 24.968.144 receberam também a segunda dose, ou seja, 11,79% das pessoas estão com a imunização completa.