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Brasil se aproxima de 156 mil vidas perdidas e especialista alerta para 2ª onda

Com 155.975 vidas para a Covid-19, o país precisa se preparar melhor para a segunda onda, alerta neurocientista Miguel Nicolelis, coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste

Publicado: 23 Outubro, 2020 - 11h58

Escrito por: Redação CUT

Reprodução/AFP
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O Brasil registrou tem 155.975 mortes pelo novo coronavírus (Covid-19) e 5.326.103 casos confirmados da doença, segundo levantamento divulgado às 8h desta sexta-feira (23) pelo consórcio de imprensa. Em 24 horas, entre quarta e quinta-feira, o país registrou 503 mortes.

Apesar da média móvel de novas mortes no Brasil na última semana ser de 493 por dia, uma queda de 19% em relação aos dados registrados há 14 dias atrás, o país deve se preparar para uma nova onda de contaminações do vírus, segundo o neurocientista Miguel Nicolelis, coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste.

“Temos que nos preparar agora. Isso significa pensar em fechar o espaço aéreo brasileiro, reabastecer de máscaras, testes, EPIs, medicamentos”, afirmou

Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou também que o Brasil deve se preparar para uma restrição mais rígida para conter o avanço da doença, assim como vem ocorrendo na Europa.

 “Tudo que faltou no primeiro momento da nossa crise, tem que preparar a população para a possibilidade de retorno de restrições mais rígidas como está acontecendo na França, Alemanha e Portugal”, justificou.

2ª onda pelo mundo

Os Estados Unidos, país mais atingido no mundo pela pandemia, tem 222.220 mortes e 8,3 milhões de infecções, seguido pelo Brasil, Índia (116.616), México (87.415) e Reino Unido (44.158).

Os Estados Unidos bateram mais um recorde de casos e mortes. Foram registraram 1.124 óbitos causados pelo novo coronavírus em 24 horas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. É o maior patamar desde 15 de setembro, quando foram registradas 1.288 novas vítimas. O recorde diário é de 15 de abril, quando 2.609 norte-americanos morreram por causa do novo coronavírus.

Nesta quarta, foram registrados também 62.735 novos casos, o maior número desde sexta-feira (18). O recorde de novos infectados (77.362) ocorreu em 16 de julho.

Na Europa, dois terços dos franceses estão submetidos a toque de recolher após recorde de contágio. O aumento de novos casos também foi registrado na Alemanha. Já Irlanda e País de Gales vivem período de confinamento. Retrato que mostra uma situação grave na Europa, que volta a ser o epicentro da pandemia da Covid-19.

Na Grécia, o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis anunciou, nesta quinta-feira, um toque de recolher em Atenas, Salônica e outras áreas afetadas pela pandemia do coronavírus. 

Portugal também bateu recorde de contaminação e, por isso, três comunidades do norte, com cerca 150 mil pessoas, terão de se reconfinar totalmente a partir desta sexta-feira (23).

A Lombardia, norte da Itália, adotou a partir desta quinta-feira, toque de recolher das 23h às 5h durante as próximas três semanas. A Itália registra quase 10 mil infectados por dia e a Lombardia, onde fica Milão, é a região mais afetada do país, como aconteceu no início da pandemia, em fevereiro e março.

Situação nos estados brasileiros

Apenas três estados apresentam indicativo de alta de mortes: Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte.

Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (9 estados + o DF): PR, RS, SC, ES, DF, TO MA, PB, PI e SE

Em queda (14 estados): MG, RJ, SP, GO, MS, MT, AC, AP, PA, RO, AL, BA, CE e PE