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Brasil lidera número de jornalistas mortos por Covid-19 na América Latina

Quase mil jornalistas da América Latina morreram de Covid-19; Brasil e Peru registraram o maior número de casos

Publicado: 14 Setembro, 2021 - 12h19 | Última modificação: 14 Setembro, 2021 - 12h33

Escrito por: Redação CUT

Reprodução/Latam Journalism Review
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Dos cerca de menos 954 jornalsitas da América Latina mortos por complicações causadas pela Covid-19, 280 são brasileiros. Na sequência vem profissionais do Peru (198), México (120) e Colômbia (77), de acordo com reportagem de Teresa Mioli, da Latam Journalism Review.

Os dados são da Press Emblem Campaign (PEC), com sede em Genebra, que reúne informações de associações nacionais de jornalistas, mídia local, correspondentes regionais e redes sociais.

De acordo com María José Braga, presidente da Federação Nacional de Jornalistas do Brasil (FENAJ), as mortes de jornalistas cresceram dramaticamente no Brasil no início de 2021 em paralelo com o pico da pandemia no país.

“A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas fizeram campanha para a inclusão dos Jornalistas nos grupos prioritários”, disse María José Braga, presidente da FENAJ, à LJR. “Mas não fomos atendidos pelo Ministério da Saúde. Fomos atendidos por alguns Estados e algumas prefeituras. E tivemos de enfrentar, na Justiça, a oposição do Ministério Público à vacinação dos Jornalistas”.

“Entendemos que houve um erro do Ministério da Saúde, porque os jornalistas não pararam de trabalhar, estavam submetidos ao risco e não tiveram a vacina com a celeridade necessária”, acrescentou.

Em junho de 2021, a FENAJ ajuizou ação civil pública no Tribunal Regional Federal da 1ª Região para incluir os profissionais da imprensa como grupo prioritário de vacinação. A federação, junto com associações de jornalistas, também apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de amicus curiae para combater o Ministério Público baiano, que tentava impedir a vacinação de jornalistas como classe prioritária.

Confira aqui a íntegra da reportagem.