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Brasil é o 3º país com mais registros de Covid-19 em 24 horas, mas isolamento cai

Com estados endurecendo o isolamento social e recorrendo ao lockdown, confinamento obrigatório, o país já tem registradas 7.969 mortes provocadas pelo novo coronavírus e 116.452 casos confirmados

Publicado: 06 Maio, 2020 - 12h53 | Última modificação: 06 Maio, 2020 - 12h56

Escrito por: Redação CUT

Edson Rimonatto/CUT
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Apesar do Brasil já estar em 3º lugar entre os países com mais registros de novos casos de Covid-19 em 24 horas, segundo a Organização Mundial da Saude (OMS), o isolamento social, única maneira de conter a disseminação da doença, vem sendo descumprido pela população e as ruas ficam a cada dia mais cheias de pessoas circulando, indo trabalhar ou praticando esportes.

De acordo com dados publicados na segunda-feira (4) pela OMS, o  Brasil registrou 4.588 novos casos da doença em apenas 24 horas, No total, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (6), o país tem 116.452 casos confirmados de coronavírus e 7.969 mortes

Segundo levantamento divulgado pelo Google, quase em todos os estados brasileiros tiveram aumento significativo de pessoas circulando em locais públicos, mesmo com a quarentena decretada pelos governos locais para conter a propagação do novo coronavírus.

O Amazonas, único estado que teve menos pessoas circulando nas ruas no mês de abril, é também o estado onde a situação está mais grave, com a saúde em colapso, pessoas morrendo em casa por falta de leitos nos hospitais e também por falta de médicos.

Em São Paulo, estado mais afetado pela pandemia, com 34.053 casos confirmados e 2.851 óbitos, mas com a situação da saúde menos grave que no Amazonas, a Prefeitura da capital tentou fazer bloqueios em pontos da cidade nesta terça, mas o trânsito ficou tão congestionado, com até ambulâncias paradas, que a medida foi cancelada e nesta quarta, os fiscais estão apenas orientando os motoritstas. A movimentação de pessoas e comércio não essencial aberto aumentou no centro da cidade e nas regiões periféricas.

Estados recorrem ao Lockdown

Enfrentando uma crise no sistema de saúde, o Ministério Público do Estado do Amazonas entrou na Justiça com um pedido para a implantação de lockdown, confinamento obrigatório, com como suspensão de todas atividades não essenciais e do transporte público, por pelo menos dez dias.

Nesta terça-feira (5), o Amazonas registrou mais 867 casos confirmados da Covid-19, chegando a 8.109 registros, com 649 óbitos, 65 só nas últimas 24h.

No Ceará, as regras ficam mais rígidas a partir desta quarta-feira (6). O governo estadual exigiu o uso máscara de quem circular fora de casa, o acesso às praias, que estava liberado, passa a ser proibido a partir de sexta-feira (8), com veto estendido até o dia 20.

O estado é o terceiro com maior número de casos confirmados da Covid-19, com 11.470 registros, e em mortes, com 795, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Fortaleza registra 8.509 casos e 608 mortes.

Com mais de 12 mil casos confirmados da Covid-19 e 1.123 mortes decorrentes da doença, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou ao governador Wilson Witzel (PSC) a elaboração de estudo sobre a adoção de lockdown para conter o avanço do coronavírus.

À beira do colapso e com a população relaxando no isolamento, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), estuda também aplicar o lockdown em Belém. Nesta quarta-feira (6), o governador decide se adotará medidas mais duras em algumas cidades do estado que estão com a taxa de isolamento social em queda.

Taxa de ocupação de leitos de UTI

No Amazonas, 89% dos leitos estão ocupados em todo o estado, Ceará – 90% em todo o estado, Espírito Santo - 83%, Maranhão – 96,89% em todo estado, Pará – 84%, Pernambuco – 98% em todo estado em 29/4; além disso, 99% dos leitos de UTI da rede pública dedicados aos pacientes infectados pelo novo coronavírus também estão ocupados.