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Bolsonaro vacila diante da violência de seus apoiadores

Em vez de repudiar expressamente os crimes cometidos por seus eleitores, candidato limitou-se a "dispensar" o voto deles e também afirmou não ter "controle" sobre os atos violentos que cometem

Publicado: 11 Outubro, 2018 - 10h44 | Última modificação: 11 Outubro, 2018 - 14h40

Escrito por: Redação RBA

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O candidato a presidente Jair Bolsonaro se posicionou de maneira vacilante diante da crescente onda de violência praticada por seus apoiadores, que já resultou em uma morte. Em mensagem no Twitter nesta quarta-feira (10), o capitão reformado limitou-se a dizer que "dispensa" o voto e a aproximação de "quem pratica a violência contra eleitores que não votam em mim".

Ele sugere que seus apoiadores "votem nulo" ou "na oposição", disparando mais uma provocação e cobra que as autoridades "tomem as medidas cabíveis", sem se referir diretamente ao assassinato do mestre de capoeira Moa do Catendê em Salvador, horas depois de encerrado o pleito do último domingo (7).

Na terça-feira, quando foi perguntado por jornalistas especificamente sobre o assassinato do mestre Moa, Bolsonaro disse tratar-se de "caso isolado". Ele lamentou o homicídio, mas disse não ter controle sobre a onda de ódio movida por seus seus apoiadores. "Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam".

Ele repetiu a tática de responzabilizar seus opositores e alegou que a violência e a intolerância "vem do outro lado".

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