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Bolsonaro quer entreguista Aleluia nas Minas e Energia e militar na Petrobras

Candidato pretende radicalizar a entrega do pré-sal para as petroleiras estrangeiras e acelerar a privatização, indicando o entreguista Aleluia para Minas e Energia e um militar pra presidir a Petrobras

Publicado: 25 Outubro, 2018 - 18h20 | Última modificação: 25 Outubro, 2018 - 18h31

Escrito por: Redação FUP

Reprodução
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Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, a equipe do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), dá pistas do estrago que pode fazer na Petrobras, se ele for eleito no domingo (28), segundo o site da FUP.

A intenção de radicalizar a entrega do pré-sal para as petroleiras estrangeiras e acelerar a privatização da Petrobras fica clara com a movimentação nos  bastidores da campanha, onde ganha força o nome do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) para o Ministério das Minas e Energia, caso Bolsonaro saia vitorioso das urnas.

Aleluia é um conhecido lobista das petrolíferas estrangeiras e, nas semanas que antecederam o golpe de 2016, que destituiu uma presidenta legitimamente eleita com 54 milhões de votos, Dilma Rousseff, foi um dos articuladores da aprovação do projeto do senador José Serra (PSDB), que abriu a operação do pré-sal para as multinacionais. Sua indicação para o Ministério das Minas e Energia já é dada como certa por vários setores, como informa a reportagem da Agência Infra, reproduzida pelo Brasil247.

Em entrevista após o primeiro turno, Bolsonaro já havia declarado que é a favor da continuidade dos leilões de petróleo, alegando que o Brasil não tem recursos para explorar o pré-sal.

Seu guru e mentor econômico, o investidor Paulo Guedes, outro que já foi indicado para a equipe de governo do candidato, repetindo, se ele ganhar a eleição, tem estreitas relações com o mercado financeiro, e já declarou que é a favor da privatização de todas as estatais brasileiras. 

Tanto Guedes quanto Bolsonaro afirmaram publicamente serem a favor da desintegração da Petrobras, com venda integral das refinarias, terminais, oleodutos e gasodutos. Guedes e sua equipe também defendem a indexação de preços de derivados ao mercado internacional, bem como o fim do que restou da política de conteúdo local.

Além disso, o capitão reformado do Exército quer um militar como presidente da Petrobras, conforme revela nesta quinta-feira, 25, o jornal O Estado de São Paulo. Bolsonaro teria o compromisso de nomear até cinco generais para o seu gabinete, segundo colunistas de vários jornais do país. 

Militarizar a gestão da Petrobras é voltar aos tempos da ditadura, quando oito militares presidiram a empresa, entre eles o general Ernesto Geisel, que logo depois foi nomeado pelas Forças Armadas para a Presidência do país. 

A ditadura militar foi um dos períodos de maior corrupção no Brasil. Num Estado de exceção, onde o autoritarismo e a repressão são a base do governo, uma das regras do jogo é a apropriação do público pelo privado, em troca de privilégios e da garantia de impunidade. Foi assim que aconteceu por mais de duas décadas durante a ditadura, quando os militares controlavam o Judiciário, o Legislativo e a imprensa.

“As empreiteiras foram sócias da ditadura”, revela o historiador Pedro Henrique Pedreira Campos, autor do livro Estranhas Catedrais - As Empreiteiras Brasileiras e a Ditadura Civil-Militar, onde ele explica como as grandes empreiteiras foram beneficiadas pelo regime militar e conseguiram manter seu poder sobre o Estado, mesmo após a redemocratização.

Compare aqui as propostas de Fernando Haddad e Bolsonaro para a Petrobras

[FUP, com informações das agências de notícias]

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